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O problema da falta de incentivo - leitura na infância

Para o filósofo inglês John Locke, o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências. Com base nisso, pode-se levar em consideração que, para a formação de uma população cidadã e plena consciente de seus direitos democráticos, faz-se míster uma educação sólida em que encontra seu alicerce na leitura. No entanto, no Brasil, tal imperativo não reina, pois não há uma cultura de incentivo à leitura. Sobre essa perspectiva, o desinteresse educacional público e familiar na formação de novos leitores tem como objetivo desarmar toda a sociedade brasileira simbolicamente.


Em primeiro plano, a escola tem seu papel principal no processo de aprendizagem e formação intelectual das crianças, é em seu cerne que hábitos literários são introduzidos e sua função é manter tais hábitos vívidos através de bibliotecas e espaços culturais para tais fins. Todavia, segundo dados do INEP, 55% das escolas brasileiras não têm bibliotecas ou salas de leitura. É visível que tal descaso e ingerência de políticas públicas afetam diretamente uma parte da população mais frágil e, ao mesmo tempo, a que mais precisa de tais espaços públicos para sua inclusão na sociedade.


Ademais, para que hábitos literários frutifiquem é fundamental de que haja apoio dos pais e familiares nessa jornada de suma importância. Dessarte, a tarefa de ler livros e compartilhar suas histórias com pessoas de vínculos afetivos, não só aumenta a coesão familiar, assim como perpetua sentimentos de pertencimento e afetividade na aprendizagem. Segundo o filósofo Imannuel Kant: o homem é aquilo que a educação faz dele. Desse modo, é preciso que a família tome parte de tal papel social para que cuide não somente de processos cognitivos, mas também de consolidar qualidades como dignidade e empatia.


Portanto, torna-se evidente que a falta de incentivo à leitura afeta principalmente as gerações futuras, pois são as que podem contornar a chaga da frágil cidadania brasileira. Para tal, o Ministério da Educação deve reformar e construir novas bibliotecas públicas e escolares, e, também, por meio de reuniões com Secretarias Estaduais de Educação, ministrar palestras e oficinas de leitura e história em quadrinhos para alunos de escolas públicas do ensino fundamental. De tal maneira que em tais oficinas ocorra distribuição de cartilhas para os pais, de como o hábito de ler é basal, e leitura conjunta de grandes clássicos da literatura brasileira. Dessa maneira, poderemos configurar entre as nações que mais lêem e que se preocupam com seu futuro.

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