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O problema da falta de incentivo - leitura na infância

Promulgada pela (Onu) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito á educação e ao bem-estar social. Conquanto, o problema da falta de incentivo á leitura impossiblilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nos tempos de hoje, tal avidez tem perdiido seu espaço no meio social, vítima de uma falta de incentivo por parte dos setores responsáveis por criá-la e do próprio mercado, que desestimula um hábito crucial na vida da população. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro lugar, é importante salientar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, a palavra acomodação tem sido utilizada pelos especialistas para definir a razão de um acontecimento cada vez mais comum dentro das salas de aula. Muitos estudantes não estão preocupados em ler, pesquisar ou aprofundar o conhecimento. A leitura deixou de ser algo prioritário . Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contexto é claramente refletido na falta de incentivo á leitura na infância. Segundo dados do sindicato nacional dos editores de livros, o indíce de leitura no país aumentou 150 por cento nos últimos dez anos. A média de 1,8 livro por ano atingiu 4,7. Os números ainda estão distantes dos países mais desenvolvidos, mas o consenso é que eles poderiam ser bem mais maiores se houvesse maior estímulo. Diante do exposto, isso é subjetivo e a sociedade não pode aceitar negligência do Estado e do poder público.

Faz-se mister, ainda, salientar que hoje em dia, os alunos já entram no ensino fundamental, pensando em estudar ou decorar a matéria para aquele momento, para conseguir uma nota satisfatória. Não pensam em realmente aprender. Os estudantes não tem noção da importância da educação. Mas também não são levados a pensar diferente, dissimulado como impulsionador do problema da falta de incentivo á leitura na infância. De acordo com Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a fata de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ´´modernidade líquida´´ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a conjuntura atual é favorável á leitura. A acessibilidade, o número de editoras, a diversificação de temas e o preço melhoraram significativamente.

Interfere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge ao governo ligar esse assunto ás instituições de ensino para que elas possam cada vez mais realizar debates e promover diálogos relacionados a este aspecto. Deve ser divulgado nas mídias diversos dilemas alertando sobre a causa e dessa forma, o Brasil poderia superar o problema da falta de incentivo á leitura na infância. Pois , de acordo com Maquiavel, não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança.
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