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O problema da falta de incentivo - leitura na infância

É notório que o desinteresse ao praticar a leitura vem cresendo ultimamente, devido às novas tecnologias que estão interferindo no cotidiano de muitas pessoas. Atualmente, a opinião de muitos é que, ler é uma perda de tempo, fazendo com que assim, deixe de se interessar por aprofundar, aprimorar seu próprio conhecimento. A leitura é algo essencial para nosso desenvolvimento intelectual e no quesito de vocabulário. Conquanto, a falta de incentivo à leitura impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.


A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de incentivo à leitura. De acordo com o Instituto Pró-Livro, a pesquisa feita em 2016, aponta que, o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano, o que é muito pouco. Diante do exposto, a prática da leitura é importante para que nós podemos ter um bom linguajar, para formularmos boas respostas e enriquecer nosso conhecimento. É incomum nas famílias brasileiras o hábito dos pais lerem com os filhos. Há uma cultura de transferir essa responsabilidade para as escolas. Porém, as instituições de ensino não conseguem assumir-la integralmente, pois já possuem seus planos educacionais estabelecidos. Nas escolas públicas é ainda pior, porque há também o problema estrutural (poucos professores, falta de bibliotecas), comprometendo o desenvolvimento da prática da leitura. Cria-se, então, uma lacuna na construção basal do hábito de ler entre jovens e crianças.


Faz-se mister, ainda, salientar o desinteresse por ler livros, artigos científicos, jornais, etc., como impulsionador do problema. De acordo com Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da "modernidade líquida" vivida no século XXI. Diante de tal contexto, o que impede desse impasse ser amenizado, foi acarretado pelo avanço da tecnologia, o que fez com que esse problema aumentasse gradativamente e que essa inovação infiltrasse no meio da leitura. Outro problema é a falta de investimentos do governo brasileiro em bibliotecas. Há, em média, 1 biblioteca pública para cada 33 mil habitantes, de acordo com o Ministério da Cultura. Essa escassez de espaços públicos é um limitante para o desenvolvimento da cultura da leitura, haja vista que a própria acessibilidade aos livros está comprometida.


Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa forma, o MEC deverá elaborar palestras para escolas públicas e privadas ministradas por professores, pedagogos e outros profissionais dessa mesma área de conhecimento, com a finalidade de demonstrar a importância do hábito de ler e que o resultado disso seja o interesse em ler. Os pais deverão comprar mais livros para seus filhos, motivá-los para que pegue o hábito de decifrar e que ele mostre que ler é algo essencial e muito importante, que além de favorecer o aprendizado de conteúdos específicos, aprimore a escrita. Consequentemente, o Brasil poderia mitigar o desinteresse pela leitura.

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