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O problema da falta de incentivo - leitura na infância
Segundo o filósofo John Locke, "ler fornece conhecimento à mente, pensar incorpora o que lemos." Diante desse contexto, pode-se afirmar que a vigente alienação infantil é produto da falta de incentivo à leitura na infância. Essa problemática, acentuada pela desenfreada acessibiidade virtual -corriqueiramente, viabilizada pelos pais-, não só minimiza o público leitor infantojuvenil, como também compromete o seu exímio desenvolvimento cognitivo.

Indubitavelmente, é de amplo consenso que estamos situados em uma era movida a dispositivos eletrônicos, os quais, manuseados em excesso pela criança, passaram a afastá-la do ímpar universo literário. Essa realidade é resultante da imoderada acessibilidade digital facilitada pela família contemporânea, a qual, integrante de uma sociedade capitalista, substitui o escasso afeto por aparelhos digitais. Esse equivocado ato é confirmado pelo IBGE, o qual atesta que 40% das crianças brasileiras possuem smartphones. Logo, evidencia-se que a citada posição parental é um dos principais fatores que diminuem o apreço infantil da leitura.

Por conseguinte, além de subtrair o público leitor, a substituição de livros pelos diversos artigos eletrônicos tem afetado o desenvolvimento cognitivo da criança. Isso decorre das facilidades e superficialidades com que os aplicativos são desenvolvidos, visto que a intenção dos idealizadores é promover o irrestrito acesso, com o mínimo de esforço lógico. No entanto, essas simplicidades geram impactos negativos na vida do jovem, como os retrocessos das capacidades de racionínio e de indução, os quais são inexistentes para aquele que tem a leitura –agente lógico-reflexivo- como rotina.

Destarte, a fim de erradicar a falta de incentivo à leitura na infância,severas mudanças têm de ocorrer. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas municipais, por meio de debates e palestras, elucidar e advetir os familiares sobre a relevância da promoção literária e a respeito dos malefícios advindos do abusivo manuseio digital, respectivamente. Dessa forma, com maior conscientização, os pais coibirão a descomedida utilização de eletrônicos, priorizando o gradativo contato da criança com a leitura, como propusera Locke.
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