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O preconceito linguístico em questão no Brasil

             A colonização do Brasil teve como objetivo produzir produtos para o mercado externo. No entanto, esse processo acabou por contribuir para a formação da língua brasileira por meio da convivência de diferentes povos. Na contemporaneidade, infelizmente, algumas pessoas são discriminadas pelo seu modo de falar. Esse preconceito linguístico, no Brasil, se deve por causa da desigualdade social e pela diferença regional.


            Convém ressaltar, a princípio, que, segundo o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele. Por conseguinte, quando o ensino é deficitário, é comum que o indivíduo não tenha domínio sobre a norma-culta. Entretanto, a grande problemática dá-se pelo fato de que algumas pessoas utilizam esse fato como pretexto para constranger o outro. Um exemplo disso pode ser observado no livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, no qual o personagem principal é inferiorizado pelo seu chefe por ter dificuldade de se comunicar. Por consequência, o preconceito linguístico acaba por acentuar a discriminação que existe no meio social entre as diferentes classes.


            Outro fator alarmante é algumas pessoas acham-se no direito de menosprezar outras por julgar que seu modo de falar é o correto. Isso se deve a enorme variedade linguística que existe no país e no intenso fluxo de interação entre os indivíduos de regiões distintas, que possuem o sotaque típico do lugar. Por exemplo, em São Paulo se diz “mandioca”, mas no Rio de Janeiro a mesma fruta é chamada de “aipim”. Com efeito, o preconceito linguístico se acentua e vai de encontro com a ideia de Marcos Bagno, que diz que a língua sempre se renova. Ou seja, não é possível afirmar qual modo de falar é o correto, visto que a oralidade está em constante mudança.


            Infere-se portanto, a abrangência da língua portuguesa no Brasil e a necessidade de respeitá-la em todas as formas. Desse modo, o Governo Federal, em conjunto com o ministério da Educação, poderá promover, por meio de palestras e atividades extracurriculares em todas as escolas do país, a valorização das variedades linguísticas, bem como a importância de respeitar os diferentes sotaques e modos de se comunicar, com o objetivo de que os alunos possam entender sobre o tema e não praticar o preconceito. Com essas medidas, o pluralismo cultural conseguirá ser preservado e as pessoas terão a liberdade de se comunicar sem receio de serem discriminadas.

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