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O preconceito linguístico em questão no Brasil

No livro "O Triste Fim de Policarpo Quaresma",escrito por Lima Barreto,o Major Quaresma defendia,intensamente,que o tupi-guarani deveria ser o idioma oficial do Brasil,pois não fora herdado dos portugueses. Fora da ficção,é inegável que o preconceito linguístico está presente na nação brasileira,sendo causado,principalmente,por uma construção escolar e,motivando a dominação de um grupo social sobre outro.


A princípio,deve-se analisar que a escola pode exercer grande influência na vida dos estudantes. Sob esse viés,o sociólogo Pierre Bordieu na sua teoria acerca do "capital cultural" acreditava que certos saberes são mais privilegiados que outros. Desse modo,é comum encontrar escolas que ensinem somente a norma culta como correta,por exemplo,sem conscientizar os alunos que existem outras formas de se escrever e falar que não podem ser consideradas erradas,criando um conceito de superioridade linguística.


Nesse contexto, o professor e linguista Marcos Bagno acredita que "língua é poder",sob essa perspectiva,a crença de "superior versus inferior" tende a motivar grupos sociais mais favorecidos economicamente a dominar os menos favorecidos. Nesse sentido,um grupo social pode humilhar o outro,causando,diversas vezes,situações constrangedoras àqueles que tiveram um ensino deficitário ou sequer tiveram a oportunidade de estudar,por exemplo.Dessa maneira,cria-se uma segregação das pessoas mais pobres.


Portanto,o preconceito linguístico está relacionado,essencialmente,ao modo como a maioria das escolas ensinam,podendo prejudicar determinadas pessoas. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema,urge que o Ministério da Educação promova,por meio de verbas governamentais, palestras com professores capacitados em instituições de ensino que alerte sobre o uso de regionalismos,de norma culta,mostrando aos alunos a dinâmica da língua portuguesa. Dessa forma,será possível criar cidadãos que compreendam,verdadeiramente,a diversidade do nosso idioma.

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