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O preconceito linguístico em questão no Brasil

Nas histórias em quadrinho do desenhista brasileiro Maurício de Souza, o personagem Chico Bento se destaca por ter uma maneira de falar diferente dos demais. No Brasil contemporâneo, essa diversidade linguística é ainda mais evidente. O endossamento da norma culta acaba por gerar exclusão social e aumenta ainda mais o abismo das diferenças de classe.


Primordialmente, tem-se o preconceito linguístico como uma forma de supressão social. Segundo o jornal Gazeta do Povo, 99,3% dos alunos brasileiros sofrem hostilidade no âmbito escolar. Essa forma de discriminação deve-se principalmente pelo fato das escolas serem um lugar onde a norma-padrão do português é amplamente difundida e a questão da aceitação da alteridade infelizmente não ganha o mesmo destaque.


Somado a isso, é notória a distinção social daqueles que possuem maior poder aquisitivo e por consequência maior acesso a educação. Essa ilusão de que a pequena parcela rica da população dita o padrão correto a ser seguido, corrobora com a reportagem do portal de notícias G1, que ilustra como a diversidade cultural é deixada de lado por medo de sofrer repressão, tanto na sociedade como no mercado de trabalho ao não se usar a norma culta da língua.


É necessário, portanto, que o Ministério da Educação, aliado as grandes redes midíaticas, vincule propagandas elucidatívas sobre o tema; ademais, o MEC deve incluir no currículo escolar aulas e palestras aos alunos de todas as faixas etárias sobre a importância da diversidade linguística, a fim de desmistificar todo o preconceito sobre o assunto e preservar a identidade cultural do território nacional.

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