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O preconceito linguístico em questão no Brasil

Pouco tem discutido, atualmente, acerca do preconceito linguístico no Brasil. Antes de mais nada, é preciso reiterar que preconceito linguístico é o ato e inferiorizar / discriminar linguagens que fogem do padrão da língua culta. Embora invisível, o preconceito linguístico está vivo em nosso país, paradigma que precisa ser quebrado e repensado pela sociedade atual.


Segundo Marcos Bagno "variação linguística são simplesmente diferenças de uso- e diferença não é deficiência e nem inferioridade". Sendo assim, muitos acreditam que falar diferente é falar errado e muitas vezes ao pronunciar a língua diferente do padrão da norma culta, pessoas são estigmatizadas taxadas de burras, ignorantes, analfabetas é o que acontece com muitos nordestinos. Não obstante, discentes oriundos de localidades que tem sua oralidade diferente, que foge da norma culta, são rotulados e julgados por professores e colegas porque "falam errado’’, ou seja, muitos desconhecem a importância da variação linguística como ferramenta de construção social.


É oportuno lembrar que, somos oriundos da miscigenação, durante a colonização habitaram nas terras brasileiras as mais diversas etnias e povos que originaram a língua falada no Brasil. Uma matéria exibida pela Rede Globo de Televisão, mostrou que há diferenças de pronuncia da língua na maior parte das regiões brasileiras, a exemplo da Bahia que devido sua trajetória histórica sofreu modificações na pronuncia da língua culta.


Segundo Paulo Freire, não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes". Entretanto, muitas pessoas letradas ou classes mais prestigiadas querem impor as classes oprimidas a falar como se escreve, ou seja, falar a língua de Portugal esquecendo que já fomos emancipados a mais de 200 anos e temos uma linguagem própria e uma diversidade linguística que precisa ser respeitada.


Diante dos argumentos explícitos, medidas urgentes devem ser tomadas para a desconstrução desse protótipo de inferiorização. Em primeiro lugar, é muito importante criar debate em meios físicos e virtuais com o intuito de enaltecer à diversidade linguística do nosso país, destacando a importância do respeito à abundância de pronuncia. Nesse aspecto, o estudo é a principal "arma" para desconstrução de estereótipos. Sendo assim, deve -se oferecer cursos de capacitação profissional aos professores, para que estes criem métodos em suas aulas que mostrem as diversas formas de utilização da linguagem oral em nosso país, bem como, sua importância para construção identitária da sociedade brasileira. Em suma, como já dizia Voltaire, preconceito é a opinião sem conhecimento.


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