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O preconceito linguístico em questão no Brasil

'' Tenho me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas entendê-las'' , citou Spinoza, filósofo racionalista. Analisando o pensamento e introduzindo no âmbito do preconceito linguístico, a diversidade de línguas presentes em diversas regiões do país não deve ser encarada como gozação, e sim, ser reconhecida como um processo proveniente da rica herança cultural presente no Brasil.


Em primeiro lugar, o preconceito linguístico é definido como uma atitude de julgamento ou achar determinada língua mais prestigiada do que outra. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 200 línguas são faladas no Brasil e a presença de diversas línguas e a contribuição para o português brasileiro, é consequente dos povos nativos, devido a colonização do europeu e consigo a introdução da cultura de diversas tribos africanas oriundas do processo escravista no território brasileiro. Diante desse fato, é inconcebível a depreciação de uma variante linguística pelo simples fato de ser diferente, principalmente, em um país, no qual, historicamente, foi englobado por diversas culturas distintas.


Em segundo lugar, é importante destacar que, o preconceito linguístico pode ser disseminado pelos meios de comunicação. Um simples exemplo são as novelas televisivas, no qual, retratam o nordestino com o esteriótipo de rústico e em certos momentos grotesco, demonstrando um único sotaque nordestino, entretanto há variantes. O dialeto nordestino é originário de Recife em Pernambuco, e existe variações do dialeto como o do interior nordestino e o da Zona da Mata. Além disso, a exibição televisiva demonstrada abrange apenas uma singularidade do nordeste, e de certo modo,equivocado, o que reforça ainda mais o preconceito linguístico existente no Brasil.


Infere-se, portanto, a necessidade de deliberações para o quadro atual do preconceito linguístico. É de encargo do Ministério da Educação desenvolver um projeto de inclusão de assuntos históricos,principalmente na matéria de História, como o processo de diversidade linguística presente no Brasil em séries do ensino fundamental, e as respectivas escolas públicas, têm de elaborar um processo pedagógico que capacite os professores a atender a alunos com dialetos diferente dos demais, a fim de evitar depreciações entre eles. Sendo assim a educação sobre a pluralidade de dialetos presentes no país irá começar desde cedo e ,consequentemente, irá reforçar sua valorização.

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