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O preconceito linguístico em questão no Brasil

O Modernismo, movimento literário brasileiro do século XX, foi um grande divisor de águas na história da produção artística do país, pois abandonou a perfeição estética, os padrões europeus e começou a cantar o Brasil para brasileiros. Atualmente, porém, dentro da nossa própria língua surge um dilema -o preconceito linguístico. Pelo fato de sermos um país com uma enorme pluralidade cultural, há sempre aquele que acha sua forma de falar melhor que a do outro. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e consequências daquele inconveniente.


Em primeiro lugar, a falta de conhecimento sobre as variantes da nossa língua faz a maioria do tecido social brasileiro acreditar que há somente um padrão a ser seguido. Essa crença gera um problema de discriminação, geralmente em relação as camadas mais humildes, segundo o professor e linguista Marcos Bagno, o preconceito linguístico é todo juízo de valor negativo às variantes de menor prestígio social. Dessa forma, a ocupação dos melhores postos de trabalho, pelas pessoas de classes mais baixas é quase sempre nula, uma vez que o acesso a uma educação de qualidade é bem limitada.


Além disso, vale ressaltar ainda que uma das formas mais recorrentes de rejeição é a regional. A população de estados mais desenvolvidos e ricos do país, tendem a menosprezar a forma de outros falarem, esse tipo de aversão cria uma situação de desconforto entre regiões, uma relação paradoxal com a visão de povos estrangeiros sobre a harmonia aqui existente. Assim, muitas das vezes, o falar de pessoas de regiões menos favorecidas é motivo de piadas e "brincadeiras", tudo isso pelo fato de haver uma visão social etnocêntrica.


Fica evidente, portanto, que o preconceito linguístico é, de modo infeliz, real em nossa sociedade. Dessa forma, é necessária a mobilização de agentes como o Governo Federal. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve criar campanhas de conscientização sobre as variantes da língua, ao mostrar que não há apenas uma forma de falar, mas situações diferentes em que o uso da língua se altera, no sentido de ensinar mais a população sobre a riqueza do nosso léxico. Desse modo, atenuaria as diferenças existentes no país.

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