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O preconceito linguístico em questão no Brasil
Precedente ao período colonial, o território brasileiro já era habitado por diversas tribos indígenas com diferentes hábitos e vocabulários. A visão etnocêntrica dos colonizadores, contudo, contribuiu para imposições de costumes sobretudo as línguas faladas. Na conjuntura contemporânea, esse contexto exemplifica o problemático cenário da variação linguística que se prepondera de preconceito e de hierarquia social.
A priori, emite-se que o Modernismo do século XX foi um movimento vanguardista de busca pelos traços nacionais. Em sua primeira fase houve uma expressiva utilização de identidades linguísticas tais quais, gírias, dialetos, léxico regional e social, com a finalidade de enaltecer as diversas personalidades do Brasil. Entretanto, a norma culta, fundamentada na escrita, ainda é eminente por parcela de seus falantes e unidades de ensino, tornando-se instrumento de ascensão social, o que inferioriza a linguagem popular e viabiliza a descriminação.
Em segunda instância, é relevante ressaltar que a versatilidade da fala está presente também na dislalia fonética. Como exemplo, tem-se o rotacismo exposto na história em quadrinho Turma da Mônica pelo personagem Cebolinha, o qual é alvo de zombaria por fazer a troca sonora do "R" pelo "L". Nesse viés, o não conhecimento da variação linguística possibilita a exclusão e a hostilidade, podendo gerar violência e causar problemas de sociabilidade ou mesmo distúrbios psicológicos nos indivíduos vítimas desse preconceito.
Evidência-se, portanto, a necessidade de suprimir esse cenário para o bem-estar societário. Assim, o Ministério da Educação, no âmbito de autoridade do ensino, deve agregar à grade comum curricular a dialética das diversidades fônicas, a fim de instruir crianças e jovens sobre seus distúrbios e sobre a abrangência cultural do Brasil. Para mais, a mídia como incentivadora de criticidade, junto à núcleos tecnológicos, pode investir em aplicativos de jogos educacionais voltados para essas variantes da língua, dado que esse meio de comunicação alcança maior parcela da população, minimizando dessa forma, o preconceito por meio erudito.
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