O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

O porte de armas no Brasil

       O livro "A Lista Negra", de Jennifer Brown, narra a ocorrência de um homicídio com arma de fogo dentro de uma instituição de ensino nos Estados Unidos. Consoante os fatos, as vítimas foram selecionadas com base em uma listagem de nomes feita pela companheira do assassino, a qual não intencionava a matança. Analogamente, a possibilidade do porte de armas no Brasil estimula a natureza violenta do cidadão em prol de um interesse individual, que promove a perda de direitos civis.


      Em primeiro lugar, deve-se destacar que entre os anos de 1980 e 2003, o Brasil passou por uma política de armamento da população. No entanto, assim como aconteceu na obra de Jennifer Brown, os portadores legais foram impulsionados pelo ódio e elevaram o índice de mortes intencionais nesse período, o que acontecia e acontece independendo da legalidade; conforme o exemplo do assassinato do ator brasileiro Rafael Miguel e sua família em 2019. Sendo assim, o acesso legal à armas de fogo ofusca o motivo de sua utilidade: o combate a bandidagem. 


     Em segundo lugar, ressalta-se que os problemas não se resumem à violência. Segundo dados da Folha uol (2018), cerca de 56% dos brasileiros entrevistados são contrários a ampliação do porte de armas. Contudo, a minoria concordante continua como alvo direto da criminalidade, sem que possa exercer seus direitos constitucionais: o da propriedade e, sobretudo, o da vida. Por conseguinte, a falta de domínio da fúria de determinados cidadões não só inibe o porte de armas legais, mas ocasiona a morte de muitos. Logo, concretiza-se a frase do pensador Thiago Rodrigues "O seu direito termina, onde começa o do próximo". 


       Portanto, medidas são necessárias para ressolver o impasse. O Ministério da Justiça em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Diretos Humanos deve promover o acesso legal de armas de fogo a pessoas vítimas da marginalidade ou ameaçadas de morte, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Para isso, a lei deve constar que o futuro portador comprove judicialmente a necessitade do porte. Além disso, o Governo também deve investigar profundamente a origem do mercado de armas ilegais. Dessa forma, espera-se que o problema associado a introdução legal de armas na sociedade brasileira não seja mais percursor de outro percalço. 

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!