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O porte de armas no Brasil

Na obra “Utopia”, de Thomas More, filósofo renascentista, é retrata uma sociedade idealizada na qual os seus cidadãos sentem-se seguros e protegidos, logo, não possuem a necessidade promover sua auto preservação. Contudo, no Brasil, a situação é totalmente adversa à ficção, visto que a população tem discutido fortemente o porte de armas no país, devido à negligência governamental em promover segurança pública eficiente, bem como aos interesses econômicos envolvidos no comércio bélico.


Em primeira análise, vale salientar que a má gestão estatal em fornecer proteção nas ruas nacionais é um dos principais pilares para a necessidade da população em possuir uma arma como meio de defesa pessoal. Sob a ótica aristotélica, o Estado é responsável pelo bem-estar social, no entanto, o governo brasileiro não está cumprindo o seu papel como instituição de combate à violência, pois, lamentavelmente, o país possui um dos piores índices de sensação de segurança no mundo, segundo a ONU. Por consequência disso, de acordo com o UOL, a procura por equipamento de fogo tem crescido bastante nos últimos anos, sendo um empecilho para toda sociedade, haja vista que aumenta os números de acidentes domésticos e suicídios, em decorrência da alta facilidade de acesso a instrumentos mortais nos lares.


Em segunda análise, é importante enfatizar que o olhar meramente econômico presente na venda armamentista é protagonista no incentivo governamental pelo uso de armas entre a população. Nesse cenário, vale retratar que o comércio bélico é um dos mais rentáveis do mundo, os EUA tornaram-se a maior potência econômica através da comercialização de armamentos durante as duas Grandes Guerras. Todavia, é antiético pôr em evidência apenas o interesse monetário sem antes analisar o reflexo que essa ação causa na sociedade, pois, no Brasil, a cada um porcento de acréscimo no volume de armas circulantes, no meio civil, os índices de homicídios crescem em dois porcento, consoante o Ministério Público. Consequentemente, o posto de líder em morte por disparo de armamentos da nação brasileira, tenderá a permanecer intacto.


Destarte, depreende-se que o porte de armas, no país, é um assunto delicado e que merece ser estudado cuidadosamente antes de ser incentivado. Sendo assim, o Ministério de Segurança Pública deve criar o “Menos armas, mais proteção”, por meio do apoio financeiro do Governo Federal. Nessa perspectiva, o projeto irá disponibilizar uma maior densidade policial nas ruas – com treinamento adequado para não ferir inocentes – com o intuito de fornecer mais segurança aos transeuntes. Dessa forma, com o aumento do sentimento de proteção, a sociedade não terá a necessidade fazer sua auto defesa, assim a procura civil por armas diminuirá e, aos poucos, nos aproximaremos da realidade exposta em “Ilha de Utopia”.

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