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O porte de armas no Brasil

Na série televisiva "The Society", após o desaparecimento de toda a cidade, restam apenas os adolescentes, que organizam uma nova sociedade. Nela, o caos está posto quando a população é tomada pelo porte de armas, isso influencia negativamente a ação dos jovens, por terem medo uns dos outros, criam tensão e usam a violência até para resolver pequenos conflitos. De fato, a realidade não está distante da ficção, em que também há receio, o armamento fomentaria uma sociedade ainda mais violenta. Certamente, os riscos superariam os benefícios e a intimidação superaria a proteção, o que pode ser um desafio frente ao cenário atual.


No que diz respeito a seus riscos, a flexibilização do armamento provocaria sérios problemas. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Global Burden Disease, órgão da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com mais mortes causadas por armas de fogo. Isso mostra que, embora o porte não seja aprovado, há um grande índice de mortes. Em uma situação de desentendimento ou de doenças psicológicas, por exemplo, poderia gerar acidentes fatais, além de suicídios e até mesmo intimidação a outros indivíduos vulneráveis. Dessa maneira, portar uma arma não estaria limitado à legítima defesa.


Ademais, é válido pensar até em que momento isso ameaçaria a vida de outro indivíduo. David Hemenway, professor de saúde pública de Harvard, aponta o porte de arma para defesa pessoal como um mito. Para ele, as armas não teriam qualquer efeito benéfico em reduzir crimes. Desse modo, coloca como exemplo as brigas no trânsito: sem armas haveria uma briga, com armas seria possível que alguém fosse morto. Tal fato expõe um possível ato de um cidadão de bem portador de armamentos, haja vista que não há disciplina nem treinamento da população brasileira. Por mais que portar uma arma pudesse gerar um sentimento de proteção em áreas marginalizadas, esse recurso, na verdade, intensificaria a violência e os casos de morte.


Depreende-se, portanto, que o porte de armas traria ainda mais malefícios para a sociedade brasileira, os quais influenciariam a violência e comprometeriam a vida de outros cidadãos. Por isso, cabe ao Estado, como instituição de controle, garantir a segurança pública da população, na qual é o responsável. Por meio do aumento de policiamento em áreas criminalizadas, as quais despusessem de um monitoramento policial vinte e quatro horas por dia. Para que a população possa se sentir mais protegida e menos violentada, enfrentando menos riscos e contribuindo para a minimização da criminalidade. Assim, distanciando-se do caos gerado na ficção.

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