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O porte de armas no Brasil

Diariamente, os noticiários brasileiros relatam histórias, números, vidas perdidas sob a ação de armas de fogo. De Norte a Sul, a violência impera no país, desde os bairros mais pobres até os mais nobres. Não há faixa etária, cor ou gênero livre da lista de vidas perdidas por balas - perdidas ou não. Assim, esse cenário cria no homem comum uma sensação de desesperança para com os órgãos que deviam protegê-lo dessa onda sangrenta que não parece ter fim. Uma das medidas discutidas, então, para conter essas mortes, é dar ao civil o direito de possuir se armar.
Primeiramente, a legalização do porte de armas de fogo por civis não é garantia de segurança para esses. Pelo contrário, uma arma na mão de alguém despreparado - tecnicamente e/ou psicologicamente - para usá-la pode agravar o quadro de violência no país. Ademais, países como a Inglaterra, onde o porte para civis também é ilegal, seguem com números de violência baixos após sua criminalização, provando que o armamento não é o único caminho para mais segurança. Além de ser ilógico buscar a diminuição da violência promovendo mais violência, armamento civil é apenas uma medida paliativa.
Porém, a necessidade de autodefesa do indivíduo perante o cenário de violência atual brasileiro é válida. Apesar da diminuição dos números de homicídios por armas de fogo após a criminalização do porte dessas por civis em 2003, após anos relativamente contido, esse voltou a subir e a alarmar a população. Isso se dá devido a existência de canais ilegais por onde ainda é possível a compra de armas. Assim, criminosos seguem armados enquanto o cidadão dentro da lei não pode fazer o mesmo e, muitas vezes, torna-se vítima dessa configuração.
Em síntese, a questão do armamento no Brasil deve ser debatida e tratada com cautela. O porte de armas de fogo para civis deve ter sua aplicabilidade estudada, sob a condição de concessão desse a indivíduos comprovadamente capacitados através de testes psicológicos, por exemplo. Além disso, o Estado deve ampliar seus projetos de segurança pública, focando nas áreas de maior carência no território nacional, agindo para erradicar o tráfico ilegal de armas de fogo e buscando melhorias no seu sistema prisional, com intuito de combater a violência de modo eficaz e correcional.
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