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O mercado de cosméticos falsificados

No documentário da Netflix “Desserviço ao consumidor” é exposta a realidade do comércio popular na Califórnia: uma indústria falsificadora de cosméticos que, todos os dias, engana milhares de compradores. Infelizmente, essa realidade também está presente no Brasil, uma vez que a grande dificuldade em analisar a procedência do produto, além dos estímulos virtuais para sua compra, impedem que haja segurança ao comprador, que lidará com enormes efeitos colaterais sozinho.


Primeiramente, é válido destacar o esforço das falsas empresas para manipular embalagens de forma a alcançar total semelhança com a original. Nesse sentido, a maior parte dos clientes não sabe que está fomentando um mercado ilegal, pois o preço baixo é priorizado em detrimento da origem do artigo, e eles não sabem como diferenciá-las. Tal preço só é possível porque a indústria da beleza, assim como a cultural de Adorno e Horkheimer, padroniza o baixo nível de conteúdo, ao não seguir normas de segurança para o limite da quantidade de químicos , e massifica a produção, produzindo em locais insalubres inclinados à proliferação de microorganismos, o que ampliará o lucro sem burocracia legal, mas prejudicará a integridade física do consumidor.


Outrossim, tem-se que ressaltar a ação midiática de figuras públicas que pretendem atrair compradores às suas marcas. Sob esse outro ângulo, a supervalorização da beleza, sobretudo feminina, facilita a ação de bloguer´s que usam ferramentas de redes sociais pra divulgar novos produtos que, muitas vezes, são caros-abrindo caminho à busca por falsos- e não realistas, já que é criada uma imagem ilusória de que o potencial comprador só alcançará a felicidade e o status do influenciador se obter a mercadoria, o que se relaciona diretamente com a teoria da Ideologia de Marx, em que o capitalista enfeitiça o trabalhador para que esse compre seus produtos e o capital sempre volte às suas mãos, logo, uma relação desproporcional na qual o menos favorecido sempre vai ser prejudicado, seja economicamente, seja fisicamente.


Com o intuito de atenuar esse impasse, a ANVISA, por sua importância à segurança de comercializados, deve implantar um sistema de orientação ao consumo. Sendo assim, em parceria com a mídia televisiva, serão transmitidos comerciais informativos concomitantes a cartazes nos estabelecimentos, com o fito de ensinar a identificar falsificações, além de orientar quanto a denúncia. Por fim,o Ministério da Educação criará, em parceria com empresas de tecnologia como a Samsung, uma disciplina obrigatória que, desde a tenra idade, guie os jovens ao uso consciente de redes sociais e a um estilo de vida mais minimalista, em consonância com as novas necessidades do planeta. Assim, construir-se-á uma conjuntura de mais consciência e segurança aos usuários de cosméticos, diferindo da realidade mostrada na Netflix.

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