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O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil

A imagem do Brasil como um país de grande diversidade étnica e cultural, unido e miscigenado, na realidade, esconde e disfarça um cotidiano marcado por práticas racistas, discriminatórias e preconceituosas. Historicamente, no período colonial, negros africanos foram comercializados e trazidos como escravos às terras brasileiras. Sofreram o processo de aculturação e eram tratados como inferiores. Ainda hoje, no século XX|, a população não superou os "muros invisíveis" entre negros e brancos. Isso evidencia a necessidade de se implantar medidas efetivas em prol da inclusão social dos afrodescendentes.
Com o fim da escravidão, em 1888, os negros passaram a ocupar locais à margem dos grandes centros, formando periferias. Tal realidade é perceptível nos dias hodiernos: segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), os negros ainda representam a maioria nas favelas. O preconceito tornou-se banal e, diariamente, o racismo é praticado na forma de falta de respeito e cidadania, em uma condição de exclusão e desigualdade social. Além disso, há intolerância e segregação, violência e mortes. Mostra-se, assim, que o racismo é um impasse para uma evolução social baseada na igualdade e na alteridade.
Esse problema pode ser comprovado ao se observar a necessidade de ações afirmativas no Brasil. Apesar da maioria da população brasileira ser negra, os índices de analfabetismo são cinco vezes maiores entre os negros do que os brancos e, ao analisar os índices socioeconômicos, infere-se que 70% da população que vive em condições extremas pobreza no país é negra. Esses fatos refletem diretamente na qualidade de vida dessa maioria e, portanto, na necessidade de ações que visem reduzir a falta de oportunidades e a desigualdade dessa etnia.
Diante do exposto, portanto, faz-se necessário desenvolver intervenções que envolvam o Estado, a sociedade e o cidadão, buscando um objetivo comum: erradicar a maneira racista com que são tratados os negros no Brasil. À esfera governamental, cabe o desenvolvimento de medidas efetivas, evitando as paliativas - como as cotas universitárias. É preciso garantir a real aplicação da Lei Caó (1989), que considera crime a discriminação por raça e cor, promovendo as punições. A sociedade, por sua vez, deve desenvolver campanhas de conscientização e incentivar denúncias. Ainda, a educação é o caminho para o combate ao racismo. É conveniente que o cidadão priorize a prática da alteridade. Com isso, espera-se um país mais igualitário.

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