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O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil

     Na obra "Clara dos Anjos", de Lima Barreto, relata a marginalização e o descaso do Estado perante a população negra da época. Nesse contexto, na hodiernidade, o Brasil perpetua desde 1888 a ausência de políticas públicas eficientes no qual corrobora para a atenuação da desigualdade social. Portanto, a abolição da escravidão não acabou com o racismo estrutural e institucional enraizado no país. 


     Convém ressaltar, a princípio, a discrepância racial e social pertinente na sociedade brasileira. Consoante ao IBGE, entre os 10% de menor renda per capita, 75% são negros, estudo que denuncia de maneira implícita a ausência de oportunidades eficazes oferecidas pelo Estado, que possibilite a ascensão econômica desse cidadãos no Brasil. Sob essa ótica, devido a falta de projetos eficientes para o ingresso da população negra na economia, a maioria recorre aos trabalhos informais obtendo, na maioria das vezes, pouco lucro no qual torna os serviços básicos inacessíveis. 


      Outrossim, a Constituição Federal de 1988, assegura no art. 5, que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, entretanto, a marginalização racial e cultural contribui para o genocídio negro no Brasil. Em maio de 2020, no Rio de Janeiro, João Pedro de 14 anos foi morto, vítima e uma violenta operação na favela, além disso, uma pesquisa feita pela UFMG, mostra que mulheres negras recebem menos analgesia durante a assistência ao parto do que o necessário, por serem consideradas mais fortes. Logo, esses exemplos tras à tona a necropolítica, onde o Estado decide quem morre e quem sobrevive. 


      Dessa forma, assiste ao Estado - órgão responsável pela ordem social- por intermédio do Conselho Federal de Serviço Social promover um programa específico em prol de assistência a serviços básicos a população negra, a fim de sanar o descaso governamental em relação aos negros. Por conseguinte, a mídia através de novelas e minisséries abordar sobre a maginalização cultural e racial, com propósito de trazer visibilidade a margem negra sobre como eles se sente perante ao preconceito da sociedade. Além disso, o Governo Federal, por meio de ongs, possa investir em treinamentos técnicos e pré-vesibulares comunitários gratuitos com intenção de promover a ascensão social. Ademais, o Governo deve investir na Política Nacional de Saúde da População Negra para que os negros tenham melhorias das condições de saúde, de modo que, todos tenham acesso aos seu direitos.  


        


 


 


        

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