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O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil


      O preconceito racial faz parte da estrutura da sociedade brasileira, sem dúvida, sua principal raiz é a escravidão. Esse passado histórico demarcado pela opressão étnica, o racismo gerador de violência, ódio e discórdia, tornou-se um fator cultural de extrema prevalência no país, e por isso, deve ser urgentemente combatido. Com o objetivo de amenizar o problema foram criadas políticas que visam o combater a desigualdade social dos negros, mas que, como em outras áreas, acabam encontrando barreiras, para sua efetivação. 



     Primeiramente, devemos destacar o poder das mídias na efetivação do preconceito racial no Brasil. De acordo com Nelson Mandela “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” A partir dessa afirmação de um dos símbolos da luta contra a segregação de raças, há comprovação de que a grande questão do preconceito advém da chamada pela sociologia socialização primária - que seria o primeiro contato das crianças com o que é certo ou errado, por seus familiares e nas escolas - para que haja uma aversão dos valores atuais é necessária uma mudança educacional que promova a igualdade e a harmonia. 



     Ademais, vale ressaltar que em virtude da discriminação amplamente difundida, a sociedade brasileira, em sua maioria, ojeriza as produções culturais negras e a estética da etnia, que é explícita e reforçada pela mídia. Como disse Malcom X, escritor e defensor do nacionalismo negro, “Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”. Os meios de comunicação em massa, como o cinema, a televisão e a internet, demonstra como Malcom estava certo, é visível a falta de espaço para produções de origem afrodescendentes e a ausência de papéis - principalmente de protagonistas - de pessoas negras. Contudo, quando existe personagens disponíveis, são usados para uma construção estereotipada, preconceituosa, a exemplo, negros sempre retratados como criminosos ou em subempregos. Por consequência, o mesmo que é mostrado nos telejornais, negros sendo marginalizados. 



        É evidente, portanto, que o legado da escravidão no Brasil vem causando ainda hoje inúmeros impactos na população negra. Portanto, cabe assim ao Ministério da Educação realizar mudanças na BNCC - base nacional comum curricular -, implementando estudo da história dos povos africanos, essencialmente para o entendimento da construção sincretista brasileira, e também deve ser discutido nas aulas de Sociologia a importância do negro na sociedade e seu legado cultural, para a formação de um cidadão íntegro. Além disso, a mídia juntamente com o Ministério da Cultura devem ampliar na programação, produções artísticas afrodescendentes, para assim conseguir promover uma diversidade cultural e a desconstrução de uma imagem estereotipada que difama o negro. Dessa forma, será possível superar o lado doloroso da escravidão no país. 

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