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O legado da escravidão e o preconceito contra negros no Brasil

 Há cerca de 130 anos, era estabelecida a lei Áurea, na qual era abolida a escravatura no Brasil. No entanto, apesar de ser lei no país, a manutenção de esteriótipos de hierarquias raciais é, infelizmente, comprovada na sociedade hodierna, visto que as pessoas negras são as que menos ocupam cargos superiores em empresas brasileiras, segundo o Instituto Ethos. Outrossim, o preconceito não aflinge somente as leis nacionais vigentes, mas sim um direito fulcral humano: o de pluralidade racial. Logo, é fundamental a resolução gradativa do impasse.


 Em primeiro plano, o preconceito e a aversão perduram até os tempos atuais. Nesse sentido, no século XX, a revolta da Chibata foi uma manifestação de insatisfação de marinheiros negros frente ao tratamento de superiores brancos para com os tais, sendo agredidos de forma brutal. Ademais, casos de preconceito mais recentes, como o sofrido pela atriz Taís Araújo, em 2015, por internautas das redes sociais, praticado simplesmente por ela ser negra, corroboram uma sociedade atingida pelos traços enraizados de preconceito racial. Desse modo, evidencia-se como necessária a erradicação desse fator deletério - o preconceito.


 Além disso, o empecilho é fruto de uma hierarquia racial hedionda. Na obra de Monteiro Lobato, "O Presidente Negro", é retratada uma realidade distópica em que o fator estimulante ao caos é o preconceito racial ocorrido, fundamentalmente, por uma visão de superioridade antipática, na qual o desrespeito é estimulado em fator de uma marginalização do candidato negro. Concomitantemente à sociedade contemporânea, a ficção se assemelha à realidade na medida em que os direitos da pluralidade racial é ofuscado em detrimento de um sentimento egoísta. Destarte, urge a tomada de medidas que propiciem a maior empatia nos indivíduos. 


 Infere-se, portanto, mister que o Ministério da Educação, em conjuntura com as escolas, trabalhe a importância da pluralidade racial no mundo, desenvolvendo estudos lúdicos e direcionados sobre a história dessa parte da população, muitas vezes, marginalizada, com o escopo de criar cidadãos que prezem pelos direitos de todos, e erradiquem essa visão inumana para com a população negra. Isso, por meio da convocação de palestrantes, principalmente, negros, para que eles promovam uma reflexão induzida sobre a história de seu povo, e acabe em estimular a empatia em cada um.


 

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