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O lado negativo do carnaval

Desde o período colonial, o carnaval é o festival mais popular do Brasil, no qual reunem-se toda a diversidade existente no país, apresentando, como princípio, a manifestação artística, os costumes e a cultura do povo brasileiro. No entanto, durante sua ocorrência, apesar de ser um momento de pura alegria e euforia dos indivíduos, evidencia-se também seus pontos negativos. Nesse sentido, cabe mencionar tanto a quantidade de lixo gerada, quanto os inúmeros e diferentes crimes cometidos durante os dias da celebração.


 Precipuamente, é indispensável pontuar que a festa carnavalesca nos grandes centros urbanos proporciona a gigante quantidade de resíduos nas ruas da cidade. Consoante a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana, somente na cidade de São Paulo, em 2018, foi registrado cerca de mil toneladas de lixos na semana do carnaval. Isso ocorre devido à algumas falhas na infraestrutura, como a insuficiente quantidade de lixeiras distribuídas - pois, normalmente, o espaço do bloco é muito grande -, bem como, em maior proporção, à própria falta de educação da sociedade brasileira, a qual não possui o hábito de manter o meio ambiente limpo. Dessa forma, percebe-se a falta de preparo do país para uma festa tão popular como o Carnaval, o que impacta demasiadamente a natureza.


 Outrossim, realça-se os crimes realizados ao longo dos dias de carnaval, como os arrastões e assédios nos blocos, facilitados pela grande aglomeração de pessoas. De acordo com dados de registros divulgados pela Polícia Militar, 60% das denúncias durante o carnaval são referentes aos pequenos furtos, como os de celulares e cordões de alto valor. Por analogia ao pressuposto, a aglomeração de pessoas e a ausência de uma boa distribuição do policiamento facilitam a prática criminosa, uma vez que a multidão impede a identificação do assaltante. Além disso, isso também ajuda os assediadores, os quais se aproveitam dessa situação desorganizada e invadem o corpo feminino - de maneira totalmente imoral e covarde - e somam um total de 600 assédios no carnaval de 2018, segundo dados da Secretária Estadual de Segurança Pública de São Paulo. Desse modo, nota-se claramente o lado perverso e desfavorável das festas carnavalescas.


 Logo, torna-se evidente que medidas exequíveis são imprescindíveis para combater os pontos negativos do carnaval. Destarte, convém às Prefeituras Municipais, em conjuntura com os blocos, por meio da propagação de campanhas conscientizadoras nas mídias e no decorredor do bloco, direcionando o indivíduo a usar o próprio copo - de sua redisidência, assim, não será descartado -, a fim de diminuir a quantidade de copos plásticos e lixos nas ruas, mantendo limpa a natureza. Ademais, o Governo Federal deve, por meio do aumento de policiais fazendo a patrulha durante os dias de carnaval, ampliar a vista grossa nos blocos, com fito de diminuir os crimes de roubo e assédio. Dessa forma, amenizar-se-á o lado perverso do carnaval, proporcionando maior segurança, respeito e alegria à festa.

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