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O histórico desafio de valorizar o professor

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando de percurso, a questão da não valorização dos professores persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, fatores sociais acabam por contribuir com a situação atual.
Dados da OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros estão entres os piores do mundo, ficando à frente apenas da Indonésia, a sociedade, não distante, no entanto, calada, sendo a força capaz de mudar essa situação continua inerte quanto ao que presencia, não comprou a briga dos profissionais que são pilares de todas as profissões, se encaixando bem na expressão popular que diz que 'o pior cego é aquele que não quer enxergar', logo, a desvalorização moral e financeira do professor vem afetando até mesmo o ensino em sala de aula, a carreira não é mais cogitada entre os jovens, há falta de profissionais no mercado e as consequências são infindas.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas para mudar esse percurso, tomando como exemplo o estado do Maranhão que em fevereiro deste ano corrente, editou a medida provisória de 2015 e aumentou para 5.750,00 o salário do professor com carga horária de 40 horas semanais, a sociedade precisa tomar a atitude de erguer a voz juntamente com os professores em atos pacíficos de manifestação com o objetivo de pressionar os governadores estaduais a editarem as mesmas medidas provisórias e por conseguinte alcançar aumento da base salarial para 3,5 mil que é um valor, no mínimo justo para a quantidade de tarefas que exercem. Só assim, a sociedade funcionará como a força descrita por Newton e mudará o percurso dessa situação.
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