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O histórico desafio de valorizar o professor

Historicamente, no Brasil, a profissão de professor nunca foi valorizada. A elite agrária, desde o período colonial até o início do período republicano, enviava filhos homens à Europa para que tivessem educação de qualidade. Muitos deles voltavam ao Brasil com o diploma de ensino superior para tomar posse do poder político e dar continuidade ao sistema de exploração econômica de concentração de renda. Por outro lado, aquelas pessoas que tinham poucas condições financeiras para estudar, encontravam professores desvalorizados e mal remunerados, muitas vezes, dentro de escolas em péssimo estado e com falta de material básico: carteira, mesa, lousa, giz etc. Atualmente, houve poucas mudanças. Embora havendo aumentos salariais, elas são irrisórias: o professor continua ganhando mal. Afinal, a educação brasileira está a serviço do grande capital, não para conscientizar e libertar os menos desfavorecidos das exploração econômica.
A Lei do Piso (11.738/2008) foi criada com o intuito de valorizar o professor. Desse modo, o piso salarial do professor passou de R$ 2.298,80 para 2.455,35, um aumento de 6,81%, em 2018. Esse ínfimo aumento não valoriza o professor e tampouco o incentiva a melhorar a investir na qualidade de ensino nas escolas. O professor bem remunerado não precisaria lecionar em mais de um estabelecimento de ensino para ter um salário melhor. Assim, ele se dedicaria apenas a uma escola, possibilitando melhor planejamento de aula e tempo para realizar cursos de aperfeiçoamento.
Outro desafio de valorizar o professor é superar o sistema econômico vigente de exploração e concentração de renda. Para que esse sistema funcione, a escola precisa ensinar o aluno a ser um trabalhador do grande capital. São alunos que tenhas apenas visão tecnicista e não de uma consciência filosófica questionadora. Em São Paulo, por exemplo, o Governo Estadual investe mais em escolas técnicas em detrimento das regulares que ficam sucateadas e muitas vezes sem professores para lecionar.
Diante do exposto, os aumento salariais dos professores não são suficientes para que possam, efetivamente, melhorar o nível de ensino nas escolas públicas. E, de outro modo, quando o poder público está nas mãos de uma elite econômica, os recursos para a educação são reduzidos para explicar a necessidade de crescimento econômico. Contra isso, é necessário que a população pressione, através das redes sociais e da mídia, o Estado a efetuar uma verdadeira reforma através da maior participação dos recursos tributários arrecadados à educação, em vez do subsídio ou incentivo às empresas de exportação do agronegócio, que não geram grande número de empregos e tampouco distribuem riquezas à população.

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