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O histórico desafio de valorizar o professor

Em 2015, durante um protesto em Curitiba, um grupo de professores recebeu balas de borracha em troca de suas reinvindicações por melhores condições de trabalho. No Brasil, a desvalorização dos docentes é uma realidade cujas causas estão enraizadas na cultura do brasileiro, a qual também exerce influência sobre a negligência do Estado.
O professor não é valorizado porque o conhecimento possui pouco valor para os cidadãos. Embora seja lugar comum a afirmação de que é preciso estudar para "ser alguém na vida", o brasileiro médio não valoriza a educação. Valoriza, sim, os conhecimentos técnicos e habilidades práticas que permitem a obtenção de um emprego modesto no setor de serviços. Contudo, a curiosidade e o exercício da intelectualidade são ignorados. Não é por coincidência que novas vagas são abertas constantemente em cursos técnicos profissionalizantes, enquanto o governo afirma ser necessário fechar vagas em universidades e cortar os salários dos docentes. Assim, como profissional que tem em seu conhecimento sua "mercadoria", o professor não é valorizado porque o que ele tem a oferecer está com um baixo preço no mercado.
Somando-se à desvalorização do conhecimento, a negligência do Estado agrava a situação dos professores. Não são tomadas medidas efetivas para reverter o valor que se atribui a esses profissionais. Pelo contrário, atividades relacionadas a produção e transmissão de conhecimento são mal remuneradas pelos entes públicos. Cientistas, por exemplo, anseiam por fazer carreira em outros países, pois no Brasil não conseguem financiar suas pesquisas. Essa desvalorização estatal desestimula os estudantes a buscarem profissões em que se exerça ativamente a intelectualidade, o que gera, em última instância, a desvalorização dos professores.
Dessa forma, é flagrante o impacto da cultura brasileira e do Estado na desvalorização dos professores ao longo da história nacional. Nesse sentido, é preciso que o Ministério da educação invista dinheiro na melhoria dos salários de professores e cientistas. Concomitantemente, ONGs de incentivo à educação e à pesquisa devem promover eventos que estimulem os jovens estudantes a seguirem a carreira docente. Ademais, a sociedade civil deve pressionar os governantes a em vez de aumentarem seus salários dirigirem esses valores para os profissionais da educação. É preciso urgentemente mudar a forma com que se trata os professores no país0000 em vez de balas, que recebam o reconhecimento que merecem.
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