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O discurso do índio pataxó

        O livro Iracema, do escritor romântico José de Alencar, narra de forma contagiante, as interações culturais entre o “homem branco” e os índios, personificados na figura da jovem Iracema e do colonizador Martin. Por conseguinte, assim como no livro, as interações sociais e culturais entre aborígenes e conquistadores, sempre foi o cerne do discurso tanto indígena quanto estadista. Contudo, nos últimos anos, devido à falta de políticas públicas conservatórias e a instabilidade do modelo ambientalista brasileiro, as interações entre ambos os povos é circundada por atritos e discussões, como por exemplo, a questão do índio Pataxó. Nesse sentido, formas para elucidação dessa problemática devem ser sugeridas pelo Estado e Sociedade.


      Em primeiro plano, o romancista José de Alencar, personificou de forma brilhante, as interações sociais entre indígenas e outros povos, que fundamentaram e constituíram a pluralidade cultural brasileira. Contudo, nos últimos anos devido a falta de políticas conservatórias, o papel do índio perante ao homem branco, ficou reduzido a uma subcultura necessitada de assistencialismo barato e preconceituoso, que corrobora para a figura do índio ser entendida como um ser dependente de ajuda estatal, de acordo com a FUNAI, 65% dos índios já tem acesso a internet. Ou seja, o estigma, de índio como um selvagem, mesmo sendo desconstruídos à vários séculos por literaturas e pelos próprios índios, como  na obra “ Iracema”, ainda continua de forma fugaz no sistema político e social brasileiro, que desestimula de forma cíclica a integração entre os vários povos que formam o Brasil.


      Ademais, usando como base conceitual, o pacifista indiano Mahatma Gandhi, no qual ele diz que “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos sua ganância”. Isto é, a maior riqueza de um país, em última analise, é o meio ambiente. Todavia, devido a instabilidade ambiental existente no Brasil, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) cresceu 700% o numero de queimadas nos últimos dois anos, a preservação de áreas destinadas a preservação cultural e social indígena vai se reduzindo de forma progressiva, e ocasionando uma perca de identidade, que segundo Gandhi, poderia ser revertido se a ganância não fosse o foco da sociedade contemporânea. Portanto, diante da tese supracitada é papel do Estado solucionar tal problemática.


     Em suma, desde o período da primeira fase da escola romântica brasileira, no século XIX, a discussão acerca das interações sociais entre o “homem branco” e os indígenas, está presente no cotidiano. Por trás dessas lógicas, torna-se fulcral que o Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente e Secretária da Cultura invistam em mecanismos de desconstrução e proteção aos indígenas. Tais mecanismos devem contemplar uma legislação mais rigorosa sobre a grilagem de terras indígenas e criação de programas de integração cultural, por meio da palestras fornecidas pela FUNAI em escolas publicas e particulares. Tudo isso com objetivo de atenuar tal problemática na sociedade brasileira. Visto que é um dever assegurado pelo artigo V da constituição, o direito a cidadania para qualquer individuo nascido em terras brasileiras.

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