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O discurso do índio pataxó

  O filme brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça, se inicia com a morte da “Carmelita”, a qual, segundo a crítica realizada pela obra, é a história do Brasil. A partir disso, ocorrem vários homicídios em Bacurau, em alusão à colonização do país, em meados do século XV. Posteriormente, o índio Lunga, com um ódio passional, finaliza o responsável que não o deixou ter um passado inocente. Assim, através da trama, Kleber, lamentavelmente, evidencia a injustiça sofrida pelos brasileiros que fizeram o prelúdio da história da nação. Dessarte, na atualidade, a arbitrariedade ainda é um axioma contra os demais, principalmente contra os índios pataxós, os quais discursaram sobre seus direitos, que estão ameaçados. Dessa forma, infere-se que a origem dessa iniquidade vem da falta de políticas públicas para proteção dos nativos, além do preconceito étnico-racial sofrido desde a infância.


  Antes de tudo, conforme a Constituição de 1988, são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes e os direitos sobre as terras que tradicionalmente ocupam. Contudo, assim como o exposto por Kleber em “Bacurau”, o governo não tem feito jus à Constituição, dado que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 42% dos indígenas vivem fora de suas terras por direito. Sendo assim, é possível deduzir que, como muitos nativos estão fora de suas localidades, o Estado não contém realizado nada para que isso deixe que ser um axioma, o que torna cada vez mais óbvio a necessidade do discurso pataxó.


  Ademais, é válido ressaltar que o prejulgamento contra o índio é claro desde a infância, infelizmente. Sob tal ótica, uma pesquisa, divulgada pelo jornal “Gazeta do Povo”, revelou que 99,3% das crianças demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial ou socioeconômico. Então, uma vez que os nativos sofrem tal repulsa quando jovem, depreende-se que a maioria da população adulta possui, também, o prejulgamento enraizado. Logo, como os órgãos federais são comandados por adultos, o preconceito atalha a visão da necessidade de uma medida para a segurança dos índios. 


  Portanto, para que os políticos possam enxergar tal indispensabilidade, é preciso erradicar os óbices advindos da infância. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) criar uma matéria obrigatória, nas escolas públicas e privadas, a qual será lecionada por meio de professores capacitados com curso presencial sobre o tema. Outrossim, a matéria irá abordar sobre a história do povo indígena, além de ensinar o aluno a não praticar os preconceitos. À vista disso, os jovens crescerão sem as repulsas, consequentemente, fará com que os futuros líderes políticos possam ter uma visão mais ampla, para que a segurança dos índios seja, finalmente, um axioma e a crítica feita em “Bacurau” seja, de maneira venturosa, desnecessária.

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