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O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil

 Aristóteles — pensador do século IV a.C — desenvolveu a teoria do ato e potência. Segundo ele, todas as coisas possuem essas duas características, sendo a primeira se relacionando com o que ela é, já a outra no que ela pode vir a ser. Nesse contexto, é oportuno analisar o Brasil, o qual em ato possui uma imensa diversidade territorial e cultural, com a potência de ser um dos maiores centros turísticos do planeta. Todavia, um fator inibi a realização dessa potência: a desigualdade na oferta de serviços entre as diferentes Regiões brasileiras. Com efeito, há de se repensar o papel do Estado e das mídias sociais nessa conjuntura.

 Diante desse cenário, é imprescindível verificar a ineficiência estatal um entrave para a redução da desigualdade encontrada no Brasil. A esse respeito, segundo o iluminista Jacques Rousseau, os indivíduos confiam suas necessidades no Estado que, em contrapartida, deve — ou deveria — cumprir com seus deveres, tal como manter a isonomia, direito previsto pela Constituição Federal de 1988. Contudo, o Poder Público brasileiro, que poderia incentivar a infraestrutura e turismo em pontos estratégicos de cada Região, atitude essa que desenvolveria também as regiões periféricas à escolhida, permanece inerte e incapaz de cumprir com o “pacto social” idealizado por Rousseau. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas para superar essa situação.

 Além disso, é importante adicionar o papel da imprensa ao debate mediante o conceito de "Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord. Segundo o autor, “o espetáculo é o capital em tal grau de acumulação que se torna imagem”, sendo essa espetacularização das relações necessárias para a manutenção do trabalho em um mundo onde a desilusão é recorrente. Nessa lógica, pode-se associar a mídia nessa problemática, uma vez que, historicamente, ela é uma grande fomentadora da inclusão social, no entanto, na ambição de audiência, deixa de informar a solidez da discrepância presente no Brasil, para entreter o público com coisas banais. Sendo assim, é substancial uma mudança de postura desses atores sociais.

 Portanto, é necessária uma atitude do governo mais severa. Posto isso, o Governo Federal — como instância máxima do executivo — deve aumentar a oferta de serviços em diferentes Regiões brasileiras. Tais atitudes podem ocorrer, por exemplo, por meio de subsídios, com a finalidade de diminuir a desigualdade e estabelecer, enfim, a potência nacional.

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