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O consumismo e seus impactos ambientais

   Émile Durkheim, sociólogo da Escola Clássica, criou o termo ''fato social'' para descrever a influência do contexto socio-histórico sobre o comportamento das massas. Paralelamente, pode-se compreender o consumismo exacerbado enquanto um fato social, cuja coerção é expressa nas lacunas educacionais vigentes e nos impactos ambientais gerados pelo impasse, os quais configuram graves problemas na sociedade e na função conativa da linguagem. Assim, o combate a tais óbices é necessário para a desconstrução desse crítico contexto.


   Em primeiro lugar, é notório que as mudanças tecnológicas influenciam no crescente consumismo. Dessa forma, o poder de compra se tornou acessível a muitas populações, haja vista a facilidade de satisfação pessoal em aplicativos digitais de compra e as contínuas propagandas da mídia. Entretanto, de acordo com a teoria neomalthusiana, o crescimento demográfico é inversamente proporcional aos recursos naturais, pois, sem a correta e efetiva conscientização, não haverá recursos para as novas gerações. Logo, é preciso racionalizar os poderes de compra e venda para estabelecer o consumo consciente e ordenado na sociedade, o qual, sem recrudescimento, ocasionará graves danos socioambientais.


   Por conseguinte, em virtude da má sustentabilidade dirigida aos bens, torna-se evidente o descarte incorreto dos materiais adquiridos, o que gera danos ambientais e sociais. Diante desse cenário irracional, o escritor Sérgio Buarque de Holanda, em ''Raízes do Brasil'', diz que há uma prevalência dos interesses privados em detrimentos dos coletivos. Desse modo, os indivíduos não fazem o correto descarte dos itens usufruídos - como os eletrônicos e sacolas plásticas de embalagens comerciais -, ou seja, os não biodegradáveis. Assim, gera-se danos socioambientais em diferentes escalas, os quais afetam não somente às pessoas, mas também o meio ambiente como um todo. Ademais, tal panorama interfere nas futuras perspectivas de desenvolvimento social, o qual será impossível sem uma contribuição voluntária que deve ser praticada no cotidiano brasileiro.


   Em suma, uma vez que o consumo é necessário, deve-se propor medidas que amenizem suas danosas consequências e que auxiliem na democratização do acesso à informação e sustentabilidade. Portanto, cabem às multinacionais - como Apple e Samsung -, o investimento em aplicativos digitais gratuitos sobre consumo consciente, os quais irão transmitir conhecimento e auxílio via videoaulas para racionalizar as compras e descartes, com a contratação de tutores e monitores virtuais que serão financiados pelo Poder Público, a fim de quebrar as lacunas educacionais vigentes. Além disso, essa medida será amplamente distribuída pelo auxílio da mídia em propagandas sobre os aplicativos, que visam racionalizar as compras e usos da sociedade hodierna. Afinal, tal fato social brasileiro deve ser solucionado, a fim de trabalhar o correto uso da função conativa da linguagem.


 

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