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O consumismo e seus impactos ambientais

                                                                         A cultura do descarte
                O fim da Guerra Fria estabeleceu o capitalismo como principal sistema econômico, possibilitando avanços comerciais que reverberam na contemporaneidade. Nesse sentido, a atenção de cientistas e ativistas têm sido direcionadas aos impactos sociais do comércio — e, portanto, do consumo — na era da tecnologia. Notoriamente, os aparelhos tecnológicos se popularizaram como grande símbolo consumista, posto que estabeleceram hábitos prejudicais por seu uso, troca e compra exacerbada. Acarreta-se assim malefícios para sociedade e o Meio Ambiente.
                 Convém ressaltar que, a princípio, o aumento desenfreado do consumo deu-se com a primeira grande Revolução Industrial. De acordo com Karl Marx no livro "O Capital", a partir das transformações industriais surgiu o conceito de fetichismo de mercado. Sob essa lógica, os produtos passam de simples objetos a demonstrações de poder aquisitivo. Evidencia-se então que o desejo de ter mais nem sempre está atrelado à carência material, mas sim a necessidade demonstrar uma posição social elevada. Logo a população parece mais preocupada em comprar do que zelar, tornando os objetos facilmente descartáveis. Além disso, os grandes produtores, por sua vez, contribuem com diversos modelos atualizados em curto período de tempo. Paralelamente ao lançamento de um novo objeto, milhares de aparelhos antigos são descartados incorretamente devido a necessidade cega de substituí-lo.
            Como resultado, a demanda comercial implica diretamente nas políticas ambientais. Por exemplo, o consumo de aparelhos eletrônicos — sobretudo celulares — preocupa pelo alto número de resíduos emitidos na fabricação destes. Segundo relatório do U.I.T (União Internacional de Telecomunicações), 80% do material descartado não é reciclado. Então, o acumulo do chamado lixo eletrônico exige uma consideração maior dos órgão públicos. Caso não o feito, suas consequências serão nocivas: o descarte inapropriado de celulares, por sua vez, prejudica diretamente o solo, a cadeia alimentar e até órgãos do corpo humano quando materiais como, chumbo (liberado na queima de "smartphones"), são inalados.
            Em suma, faz-se necessário que haja uma intervenção. Cabe primeiramente ao Ministério da Comunicação, em parceria com empresas privadas da mídia, formular um projeto de propagandas para conscientização da população — através de conteúdos didáticos sobre os malefícios do consumismo e a reutilização de aparelhos (como reciclagem de celulares antigos). Outrossim, o poder Judiciário deve utilizar de incentivos fiscais para reforçar a fiscalização de medidas punitivas no descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, responsável por determinar que resíduos (indústrias ou domésticos) sejam processados antes de seu destino final. Tais medidas visam impedir que a cultura do descarte recaia sobre biodiversidade também.

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