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O consumismo e seus impactos ambientais

No filme Wall-e da indústria cinematográfica Disney, é retratado às consequências da enorme produção de lixo no planeta Terra, processos que culminaram na destruição da fauna e da flora. Diante disso, a humanidade em "Wall-e" passou a sobreviver em uma "nave mãe", onde o entretenimento era moeda de alienação. Não distante da ficção, na contemporaneidade, o descaso com a destinação do lixo no Brasil, configura uma realidade delicada que se intensifica com o aumento do consumo. Nesse sentindo, analisar os aspectos influenciadores dessa realidade, é subsídio para mitigar a questão.


Em uma primeira analise, é primordial ressaltar a força manipuladora do consumismo sobre a sociedade. Nesse contexto, com o advento da globalização do meio técnico-científico informacional, a população ingressou num cenário onde a disponibilidade de recursos manufaturados cresceu exponencialmente. Além disso, o poder midiático, de acordo com o sociólogo Adorno, gera no indivíduo a sensação de ser livre para escolher a mesma coisa, logo, o intenso bombardeamento de produtos e serviços, tem corroborado para a sucessão dos problemas ambientais, assim como o desenvolvimento da perda de criticidade social semelhante vista em "wall-e".


Outrossim, a precária infraestrutura sanitária do Brasil, é fator significativo na problemática do lixo. Conforme dados do IBGE, cerca de 40% da produção de resíduos no país é depositado em lixões a céu aberto, mesmo havendo políticas públicas que proíbam a ação. Por certo, esse comportamento elucida um cenário em que há como consequência, o aumento da poluição – no ar, no solo e nos rios –, prejudicando os ecossistemas e a vida em sociedade. É fato que, as localidades mais carentes da ausência de estrutura sanitária adequada, encontram-se distantes do eixo econômico do território: mediante o desenvolvimento histórico concentrado, em determinadas regiões. Desse modo, nota-se que a falta de apoio das lideranças nacionais dá progressão ao impasse.


Diante do exposto, é vital que o Estado atenue o entrave do lixo no país e estimule uma civilização mais crítica. Primordialmente, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve projetar e construir, por meio de verba federal, um sistema de destinação do lixo viável ecologicamente, tal como aterros sanitários, primeiramente em localidades de maior necessidade, a fim de diminuir as agressões ambientais e promover maior igualdade regional. Ademais, as escolas, em parceria com o Governo Municipal, devem elaborar ações sociais que demonstrem, por meio de palestras com profissionais da área, as armadilhas do consumismo exacerbado, e guie à sociedade a práticas conscientes, com intuito de aumentar a criticidade social e afastar o futuro tratado em "Wall-e".

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