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O avanço do e-commerce no Brasil

                                                                   Asas para comprar


  O liberalismo econômico foi entendido como uma polêmica, no século XVIII, por criticar as estruturas sociais e trabalhistas enraizadas à sociedade da época. Hoje, contudo, as críticas liberais também podem fazer sentido, já que o avanço do ‘’e-commerce’’ no cenário brasileiro promove a exclusão de indivíduos desatualizados da tecnologia, bem como a marginalização de relações trabalhistas. Com efeito, a problemática exige a análise do comportamento de cidadãos com essas inovações e, sobretudo, a ênfase na ideia de democracia trabalhista.


  Em primeiro plano, a grande desigualdade social que assola o país torna injusto o acesso da população às novas modalidades de comércio digital. Nesse sentido, Rubem Alves entende como ‘’Escola Gaiola’’ as instituições pedagógicas que não despertam nos indivíduos as ferramentas necessárias para conviver em harmonia com as inovações sociais. Nisso, o baixo acesso de indivíduos mais carentes ao comércio digital demonstra a negligência de instituições educacionais em despertar o interesse pela tecnologia aos alunos, como a promoção de aulas de informática e eletrônica. Dessa forma, enquanto esse biotipo de escola for regra, o país tenderá a viver cada vez mais com um meio virtual desigual e marginalizado.


  Além disso, a nova onda do e-commerce não assegura, a todos os trabalhadores, uma relação laboral saudável e com direitos preservados. Nesse sentido, o geógrafo Milton Santos condena a cultura de flexibilização do trabalho promovida por parte de grandes empresas, que tendem a precarizar o cotidiano dos proletários, a fim de reter o maior lucro possível em uma venda. Não atoa, se tornou corriqueiro a prática de trabalhadores informais percorrerem quilômetros de bicicleta para entregar um produto vendido online, pondo em voga as péssimas condições de trabalho e, assim, demonstrando o quão antidemocrático se mostra esse panorama. Dessa forma, fica claro que o problema central não é a modernização do comércio, mas a precarização do trabalho como consequência.


Impende, pois, que os diversos agentes sociais se unam para tornar o comércio digital um meio mais democrático, acessível e com a segurança aos empregos surgidos a partir disso. Logo, cabe ao Ministério Público se aliar a membros de investimento – como grandes bancos do país – para aplicar fundos na área do comércio digital. Isso poderia ocorrer por meio de normas legislativas que garantam a construção de redes informáticas em todas as escolas do país, além de modernizar as condições de trabalho que aparecem pelo e-commerce, como o transporte eficiente para ‘’delivery’’. Desse modo, essas ações teriam o fito de construir um país mais atualizado, com aptidão para novas ferramentas digitais e que, acima de tudo, crie asas para que os indivíduos possam estar seguros em meio a qualquer inovação.


 


 


 


 


 

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