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O aumento do trabalho informal no Brasil

     Em 2018, com o propósito de diminuir a burocracia dos processos contratuais, o Governo Federal criou a Carteira de Trabalho Digital. Antagonicamente, não houve uma mudança significativa no que diz respeito ao campo trabalhista e o aumento da quantidade de empregados registrados, já que coexiste um crescimento exponencial do número de trabalhadores informais no Brasil propulsionado por um fraco incentivo do Poder público na área e pela baixa ação fiscal da situação contratual dos empregados. Por isso, faz-se necessário a resolução desses fatores para culminação desse imbróglio.


     A princípio, observa-se o monitoramento quase inexistente da condição que se encontra o empregado. Esse fato juntamente à alta e desesperada procura por emprego contribuem para que o trabalhador brasileiro aceite condições extremas de serviço e até mesmo o não cumprimento de seus plenos direitos trabalhistas como férias remuneradas, salário fixo, entre muitos outros. Dessa forma, é evidente a carência da fiscalização da situação dos empregados para que não haja violação de seus direitos.


     Outrossim, existe o descaso do Poder público quanto aos altos índices de trabalhadores informais. Fato esse, é averiguado na observação do cenário nacional no qual a maioria dos empregos ofertados é de origem privada e/ou exige especialização, o que leva os brasileiros a recorrer à autonomia e à informalidade do trabalho. Tudo isso pode acarretar numa crise econômica como a ocorrida entre os anos de 1981 a 1983 no Brasil causada pelos altos índices de desemprego, visto que haverá menos arrecadação​ de impostos. Portanto, é explicitada a urgência uma ação efetiva para a geração de empregos formais.


     Em suma, conclui-se que cabe ao Ministério do Trabalho uma atuação municipal na cobrança de relatório mensais por parte dos contratantes constando os dados contratuais, bem como deve haver visitas periódicas com o objetivo de confirmar a veracidade das informações dadas e garantir a exerção dos direitos dos contratados. Ademais, o Poder público e o Legislativo devem adicionar às leis trabalhistas um artigo que trate da garantia de pelo menos três vagas para pessoas sem especialização em todas as empresas de médio e grande porte com o intuito de aumentar o número de trabalhadores formais em território nacional. Só após a adoção dessas medidas, um maior número de brasileiros poderão atestar a praticidade da inovadora Carteira de Trabalho Digital. 

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