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O aumento do trabalho informal no Brasil

 Durante as Revoluções Industriais, a Guerra Fria e o avanço da globalização, é possível perceber a evolução das formas de trabalho, tornando algumas funções obsoletas, atualizando outras e, até mesmo, usando máquinas em funções anteriormente humanas. Paralelamente, é notório, no Brasil hodierno, um processo de “informalização” dos trabalhos que, apesar de se apresentar como uma boa alternativa em períodos de crise, a longo prazo pode causar consequências nefastas. Esse cenário se torna problemático não só em razão da carência de direitos dos trabalhadores, mas também devido às consequências sociais e econômicas da instabilidade. Logo, faz-se vital a análise dessa situação, com o intuito de combater as sequelas causadas pelo fenômeno.


  A priori, é importante destacar os resultados da falta de carteira assinada. Segundo a psicóloga Katlen Dourado, as vantagens de um trabalho formal fazem falta no seu cotidiano: férias remuneradas, décimo terceiro, PIS e abono salarial. Além disso, sem contratos formais, podem surgir práticas predatórias nas empresas, precarização das condições de trabalho e má remuneração, visto que há a perda de garantias da legislação trabalhista. Dessa forma, a crise econômica, aliada ao avanço da tecnologia, manifesta-se como munição para possíveis práticas abusivas.


  Outrossim, é imperativo pontuar as consequências da instabilidade criada pela informalidade. Conforme o economista Clóvis Scherer, “Como são ocupações de baixa produtividade, que exigem pouca qualificação, que incorporam uma tecnologia muito básica, […] normalmente não preparam a força de trabalho pra evoluir, pra absorver melhorias tecnológicas […]”. Ademais, a saúde mental do trabalhador também é afetada, Katlen afirma que a remuneração varia de acordo com o mercado, causando ansiedade e impossibilitando atitudes empreendedoras. Assim, é evidente a repressão do desenvolvimento do empregado e consequente défice no avanço do país.


  Logo, cabe ao Ministério da Economia, em união à Secretaria de Trabalho, por meio de verbas governamentais, lançar cursos profissionalizantes gratuitos e campanhas publicitárias que detalhem situações abusivas em ambientes trabalhistas, visando conscientizar a população e, também, prepará-la para a competição do mercado. Somente assim os cidadãos conseguirão atuar perante novas revoluções industriais.

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