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O aumento do trabalho informal no Brasil

   No seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”, o icônico vendedor ambulante, conhecido
como Perigo, é famoso por vender produtos falsificados e de péssima qualidade para os
protagonistas da obra. A atitude do personagem ilustra a realidade de grande parte da
população brasileira, e o aumento do trabalho informal no país é um impasse que tende a
persistir, uma vez que é o único caminho encontrado por milhões de pessoas.
   Primeiramente, é importante ressaltar que, devido à pandemia causada pelo novo
coronavírus, o trabalho informal no Brasil deve seguir uma constância. O atual cenário
socioeconômico do país agiu como um catalizador que aumentou a velocidade da
progressão do problema, tendo em vista que tal prática já está enraizada na cultura local.
Sabe-se que muitos consumidores preferem adquirir produtos falsificados de todos os
tipos, já que esses possuem um valor bem mais acessível que corresponde ao poder de
compra do cidadão médio, e esses dois fatores se somam para manter a prevalência do
ato.
   Além disso, o trabalho desregulamentado se mostra uma das únicas saídas para a
sobrevivência de diversas famílias. O Brasil apresenta várias condições para que
empregador e empregado sigam o caminho do acordo sem trâmites legais, visando
benefício mútuo: de um lado, menos gastos com tributos, e do outro, menos burocracia e
maior facilidade para se conseguir um emprego. Tal fato pode ser evidenciado por uma
pesquisa feita pelo IBGE, que mostra que no país existem cerca de 30 milhões de
trabalhadores informais, número equivalente a quase 15% da população nacional.
   Enfim, diante de uma nação presa na cultura da informalidade e que estimula os
cidadãos a praticarem a mesma, se faz necessária a adoção de políticas públicas feitas
pelo Ministério da Economia e aplicadas pelo Poder Executivo, por meio da diminuição
de impostos e burocracias para os contratantes, além de uma eficiente aplicação dos
direitos dos trabalhadores, visando maior geração de empregos com carteira assinada.
Também é preciso aumentar a fiscalização do comércio de produtos falsos para que, em
breve, o trabalho informal no Brasil entre em declínio para dar espaço ao pleno emprego.

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