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O aumento do trabalho informal no Brasil

  A Segunda Revolução Industrial — ocorrida durante o século XVIII — trouxe consigo um alto contingente de máquinas, capazes de substituir a mão de obra humana das grandes fábricas. Nesse sentido, vê-se, portanto, o desemprego estrutural, o qual, junto de outras questões, sobretudo as crises financeiras que tangem o Brasil, causa o aumento do número de servidores informais no mercado de trabalho brasileiro. Sob essa ótica, faz-se, dessarte, necessário que providências, com a finalidade de amenizar a problemática descrita, sejam adotadas. 
  Em primeiro plano, deve-se expor que, de acordo com o IBGE, empregos que não oferecem carteira assinada são 41,4% da força trabalhista do país. Nessa perspectiva, é explícita a relação entre o empregamento não formal e a adoção do trabalho mecanizado, haja vista que, por esses equipamentos ultrapassarem a produtividade do homem, estes são, em sua maioria, priorizados ao gerarem maiores lucratividades, como dita o capitalismo - modelo econômico vigente desde o fim da Guerra Fria, em 1991. Dessa forma, em busca de uma fonte de renda, os trabalhadores assumem, tantas vezes, ocupações instáveis e sazonais oferecidas por cooperativas que utilizam tal situação de desemprego a seu favor ou por aplicativos de transporte - a exemplo, a UBER - os quais não oferecem benefícios básicos, como plano de saúde e salários pré definidos. Isso é, por conseguinte, um claro sinal da influência da maquinaria na elevação da quantidade de cargos privados de formalidade.
  Ademais, o território nacional, desde os anos imperiais e regenciais, passa por instabilidades em seus governos, circunstância que afeta, cada vez mais, a economia. Nesse contexto, torna-se de fácil compreensão a expressiva quantidade de crises que atingem o Brasil, com ênfase na de 2015, a qual agravou-se com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e reflete, até a atualidade, no corpo social e seus ofícios. Essa condição contribui, por sua vez, para a busca inadiável por postos em "freelancers" e pode ser notado, em destaque, no cenário pandêmico atual, uma vez que os microempreendedores autônomos se reinventam, obrigatoriamente, dia após dia, seja pelo e-commerce ou pela mudança no seu ramo de atuação. Dessa maneira, um ciclo é criado, visto que essas são funções, majoritariamente, de baixa produtividade, o que prejudica a evolução do quadro socioeconômico, por conta do baixo ou inexistente investimento na formação dos funcionários. Dessa forma, é inegável o papel dos desequilíbrios financeiros na vida dos empregados. 
  À vista disso, é evidente a indução dos trabalhadores ao meio informal causada por condições econômicas e tecnológicas. Assim sendo, faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Economia, ajude os microempresários, por meio do aprimoramento dos subsídios já oferecidos aos proletariados no caso de demissão, de modo a oferecer melhores condições de laboração, isto é, diminuir o acréscimo de operários informais. Dessa maneira, com o apoio da sociedade, tornar-se-á possível o abrandamento dessa conjuntura cíclica.

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