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O aumento do trabalho informal no Brasil

  Para os sociólogos economistas Karl Marx e Friedrich Engels, o Estado atua como intermediador do domínio estabelecido entre os donos do meio de produção sobre a classe operária. Dessa forma, as distinções sociais, existentes no meio público, não garantem iguais oportunidades de emprego para toda a população brasileira e são imperativos para o aumento do trabalho informal no país. Assim, é necessário analisar quais são os caminhos para a ascensão ao trabalho digno, bem como a reação governamental acerca da informalidade.


  Em meados de 1963, o educador Paulo Freire comprovou os impactos positivos que uma educação íntegra provoca na sociedade, ao ensinar dezenas de adultos analfabetos a ler e a escrever. Nesse sentido, o fato mencionado expressa o abismo social existente no Brasil, que garante oportunidades privilegiadas de vagas universitárias àqueles que tiveram uma educação de qualidade e, consequentemente, um emprego digno, não com base apenas no esforço para adquirir a posição desejada, mas também nas condições financeiras que elevam as perspectivas dos resultados. Portanto, é possível observar que o poder econômico traz à tona a questão do trabalho informal como única opção para as classes mais pobres.


  Outrossim, com a globalização do mundo moderno, os ideais capitalistas da supervalorização do lucro determinam o valor dos indivíduos com base em sua produtividade no mercado. Nesse contexto, as insalubridades presentes em trabalhos que não garantem registro na carteira são, muitas vezes, negligenciadas pelo Estado, o que evidencia a ansiedade e as preocupações de muitos cidadãos que não têm uma renda fixa e que lidam, constantemente, com a instabilidade do trabalho informal. Desse modo, a não legitimidade dos direitos humanos, além de ir contra os princípios da Constituição brasileira, denuncia a invalidação de identidades menosprezadas.


  Logo, é importante que o Ministério da Educação assegure o melhor funcionamento do sistema educacional, por meio de subsídios governamentais que invistam na infraestrutura das escolas e em profissionais de qualidade, por intermédio da pressão social em protestos e em campanhas que manifestem a urgência de um melhor ensino público brasileiro, a fim de promover iguais oportunidades de inserção no mercado formal de trabalho. Sendo assim, a desigualdade social que exclui os indivíduos sujeitos ao degradante emprego informal cessará, o que contribuirá para o progresso do país.

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