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O aumento da expectativa de vida como desafio no Brasil

A partir da inserção da mulher no mercado de trabalho, a maternidade deixou de ser uma obrigação para ser uma opção, o que é maravilhoso no ponto de vista feminista. No entanto, ao analisar de forma estrutural é evidente que a consequência disso é a inversão da pirâmide etária. Isso em países com deploráveis políticas relacionadas aos idosos – como é o Brasil – é péssimo, já que eles enfrentam dificuldades no sistema público e, até, no dia-a-dia.


Tendo em vista a mudança da pirâmide etária em território nacional, faz-se necessária a reformulação da reforma da previdência. Já que nessa é estipulado um teto salarial, que corresponde a uma parcela da contribuição dos idosos e não a sua totalidade. Com isso, a maioria dos aposentados (89%) ainda trabalha para aumentar a renda familiar, como ilustra a pesquisa feita pela EXAME. No entanto, há muitos que, por motivo de saúde, não podem fazer o mesmo. Dessa forma, apesar de eles terem cumprido todos os deveres durante a vida, têm poucos direitos executados.


Entretanto, os seus poucos direitos (oferecidos pelo Estatuto do Idoso) nem sempre são cumpridos. Dentre eles, tem-se que é obrigação do Estado, mas principalmente da família garantir a autonomia, e defender a dignidade desse. Apesar disso, grande parte dos idosos é deixada em asilos, longe de familiares e sem a segurança afetiva. Como consequência disso, de acordo com o IBGE, temos os piores quadros de depressão nessa faixa etária. Já que durante a vida, eles zelaram por seu futuro e suas expectativas não correspondem à realidade – seja ela financeira, ou afetiva.


Assim, deveria instaurar-se uma política eficiente para os idosos, por meio do Legislativo Brasileiro, a partir de uma lei que considere abandono de incapaz também àquele que abandona idosos em asilos, e não só em situações de risco, o que iria prevenir o alto índice depressivo dessa faixa etária. Além disso, o valor recebido na aposentaria deveria ser integral, e não apenas uma parcela da contribuição prestada e, com isso, o conforto da terceira idade seria maior e, consequentemente, cumprir-se-ia o art.3° do Estatuto do idoso, que garante o bem estar e a autonomia dela.

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