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O aumento da expectativa de vida como desafio no Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida, no Brasil, aumentou nos anos de 2015 à 2016, de 75,5 anos para 75,8 anos, havendo um acréscimo de 3 meses e 11 dias. Além disso a taxa de fecundidade, no país, vem decrescendo através dos anos, o que evidencia a diminuição de jovens, e o aumento de idosos. Esse aumento, no entanto, não traria complicações, financeiras e socais, se o País estivesse preparado em quesitos econômicos e educacionais para o prolongamento da expectativa de vida. Dessa forma, é necessário analisar as motivações para esse problema, bem como propor saídas para dissolvê-lo, de forma que o Brasil possa, melhor, amparar a futura parcela de idosos.

Em primeira análise, vale destacar, que com o aumento da expectativa de vida, o tempo mínimo para aposentadoria, também, aumentará. E esse fato, necessariamente, não trará exceções. Porque, até mesmo as aposentadorias, que independem da idade, como a aposentadoria por tempo de contribuição (no mínimo 180 meses), estipula uma idade mínima para homens (65 anos ) e mulheres (60 anos), que, eventualmente, mudará com o aumento da expectativa de vida, tornando-se mais uma das justificativas para aumentar a contribuição trabalhista. Tal regra não deixa de ser questionável, já que, se com essa idade os brasileiros não possuem a mesma mão de obra juvenil, com um possível aumento no tempo de trabalho, essa mão de obra será ainda menos promissora. Por conseguinte, não apenas o sistema trabalhista é prejudicado, como também a saúde física e, em muitos casos, a saúde psicológica dos brasileiros.

Em segunda Análise, impede salientar também, que uma das causas para o grande número de idosos trabalhando, e, consequentemente, menos aposentadorias, é a precária educação oferecida aos brasileiros. Nesse sentido, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), o número de crianças e adolescentes, de 4 à 17 anos de idade, fora das escolas, representa 6% do total de alunos do País, ou seja, o número de crianças e jovens sem estudar é de aproximadamente 2.486.245, número mais que preocupante. Pois, com o aumento de idosos,no Brasil, e o , grande, número de crianças fora das escolas, sem levar em conta, ainda, jovens que estudam, mas não terminam o ensino médio, o país fica cada vez mais sem trabalhadores aptos. Assim, sem outras opções, empresas brasileiras que necessitam contratar profissionais, na maioria dos casos, contratam estrangeiros, devido ao fato de possuírem o nível de escolaridade necessário para os trabalhos, como é o caso dos médicos cubanos contratados no Brasil.

Em virtude dos fatos mencionados, para que os desafios relacionados ao aumento da expectativa de vida, no Brasil, sejam combatidos, é fulcral o comprometimento de toda sociedade. Ao governo cabe, a elaboração de melhores propostas relacionadas ao correto amparo social e trabalhista de idosos, que podem ser concretizadas, por meio de melhoras na previdência social brasileira. Outrossim, o Estado deve também priorizar a educação dos jovens, por intermédio, também, de melhorias em programas relacionados à educação, como o Bolsa-Escola, objetivando a inclusão de todas as crianças e adolescentes no sistema educacional,de maneira que possam permanecer nas escolas, sem a necessidade de ajudar financeiramente em suas residências. Assim, a fim de que essa situação seja resolvida é necessário agir imediatamente. Afinal, como afirmou o pedagogo Paulo Freire : "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
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