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O agronegócio como ameaça ao meio ambiente

Tema: O agronegócio como prblema para o meio ambiente


   A partir da Revolução Verde, em meados do século XX, o mundo ganhou novas perspectivas acerca da produção de alimentos. Nesse contexto, o intenso desenvolvimento tecnológico possibilitou maior produtividade no campo. Entretanto, além do desenvolvimento agrícola, as novas ferramentas trouxeram consigo diversas mazelas e o Brasil - enquanto um dos maiores exportadores de comodities  - obteve diversos problemas. Nesse sentido, cabe analisar os impactos do atual modelo de produção agrícola sobre seus biomas e as consequências aos recursos naturais vitais à sociedade.


   A princípio, é válido destacar, que a expansão da fronteira agropecuária ocorre sobre importantes biomas brasileiros. Há de se considerar que as terras tupiniquins, desde a colonização portuguesa, apoiam sua economia na produção de alimentos, como cana-de-açúcar e café. Entretanto, tal comportamento gerou a degradação de grandes áreas do Cerrado, a ponto de torná-lo um dos vinte e cinco biomas mais ameaçados na atualidade. Ademais, a Floresta Amazônica  - a mais biodiversa do mundo - sofre com inúmeras e constantes queimadas, cortes ilegais de árvores e plantação de monoculturas. Assim, a priorização do crescimento econômico e a postergação de uma proposta de cultivo sustentável tem colocado em risco a manutenção do equilíbrio ambiental.


   É importante observar também, que manejo inadequado dessas culturas pode trazer prejuízos ao meio ambiente e à saúde. Dentro da análise filosófica de Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem” nesse viés, a espécie humana é a única capaz do autoextermínio.   Com efeito, a larga utilização de insumos e agrotóxicos afeta a qualidade do solo e dos corpos hídricos. Por certo, a retirada da vegetação nativa e sua substituição por grandes plantações de uma única espécie gera severa perda da biodiversidade, contamina os corpos hídricos e lateriza o solo. Essa conjuntura, a longo prazo, causa desequilíbrio ecológico, tendo impactos no clima, disponibilidade de água e queda da produtividade. Ou seja, a manutenção desse quadro põe em risco a sobrevivência de diversas espécies, inclusive a “Homo sapiens”.


  Em suma, é evidente a necessidade de medidas que mitiguem esse processo de degradação ambiental.  Logo, cabe ao Governo criar uma legislação mais alinhada com o modelo vigente de sustentabilidade. Isso pode ser feito através da formação de uma Comissão Palamentar,  assessorada por uma equipe multiprofissional, com a presença de ambientalistas, economistas, sanitaristas e médicos, a fim de rever o Código Florestal. A partir dessa medida, será possível um desenvolvimento econômico que além de garantir o atendimento às necessidades da população atual, possa, também, preservar a manutenção do “habitat” e dos habitantes.


  

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