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O agronegócio como ameaça ao meio ambiente

                 Com o advento da Revolução Verde, foram implementadas diversas práticas agrícolas que auxiliam na produção de alimentos. No entanto, devido ao avanço dessa produção, grandes quantidades de água são desperdiçadas e, as florestas, para dar espaço a esse cultivo, são desmatadas. Pode-se dizer, então, que a falta de atenção governamental e a forte mentalidade individualista dos empresários são os principais responsáveis por esse infortúnio. 


              Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para inibir esse quadro. Nesse contexto, devido à falta de atenção das autoridades, empresas do setor agropecuário sentem-se livres para expandir sua produção de maneira demasiada, sendo necessário o desmatamento de florestas que se situam no caminho. Por conseguinte, a produção de alimentos é maior e, também, o uso de água para tal. Nesse sentido, segundo dados do Relatório Mundial das Nações Unidas, o setor agropecuário é responsável por 70% do consumo de água no Brasil, sendo desses, 45% desperdiçados. Diante disso, fica claro o interesse individual lucrativo desse setor. 


                 Outrossim, vale apontar os interesses econômicos das grandes empresas como a principal causa dessa problemática. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Desse modo, as empresas, individualistas e ausentes de valores morais, possuem o lucro como principal objetivo, sendo capazes de promover ameaças ambientais para tal. 


               Diante do exposto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente promova, por meio de leis mais rígidas, um limite para a expansão dessas áreas agrícolas e, também, o reaproveitamento da água utilizada, com o intuito de evitar o desperdício. Ademais, é necessário que Ministério da Educação, em parceria com instituições formadoras de opinião, como escolas e universidades, promova, através de feiras culturais, palestras e seminários a respeito da empatia e valores virtuosos. Dessa forma, é possível preservar a fauna e desconstruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.         

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