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O agronegócio como ameaça ao meio ambiente

O conceituado documentário disponibilizado na Netflix, "Cowspiracy" abre debate aos impactos da agropecuária no mundo, sendo uma das principais consequências o alto consumo de água. Apresentando dados de instituições mundiais, a obra mostra a criação de gado como um dos principais motivadores dessa problemática, que apesar de ter tal impacto no cenário ambiental, é invisibilizado pelas grandes companhias. Diante disso, o uso indiscriminado de água é apenas uma das ameaças do agronegócio ao meio ambiente, podendo causar, também, intenso desmatamento nas faixas florestais.


Em primeiro lugar, é importante salientar que em todo processo produtivo das atividades relacionadas com o espaço agrário, utiliza-se grande quantidade de água. Segundo dados da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, na produção de milho, gastam-se 1750 litros por quilo produzido. Já para a produção de carne, gastam-se, em média 4325 litros por quilo de frango e 15400 litros por quilo de carne bovina. Diante disso, é inegável que a retirada de água dos mananciais e dos reservatórios de águas subterrâneas por essas atividades pode acarretar a diminuição do volume ou até mesmo o esgotamento de rios e lençóis freáticos em um futuro próximo.


Outrossim, desde o início do Período Colonial, grande parte das áreas de vegetação nativa do litoral, região Sul e Centro-Oeste foi desmatada para abrir espaço para áreas de pastagem e cultivo. Em virtude desse crescente desmatamento, o Cerrado e a Mata Atlântica já foram introduzidos na lista mundial de biomas com grande diversidade que estão ameaçados de extinção ( os chamados hotspots). Ademais, um artigo publicado no G1 expõe a previsão de desaparecimento do Pantanal e da Amazônia nos próximos anos caso sejam mantidos os mesmos índices de desmatamento. Esse desastroso cenário já está presente e pode ser exemplificado pelas queimadas que estão ocorrendo na Amazônia. Dados indicam que apesar de a seca ter desempenhado um papel importante na intensificação dos incêndios, o momento e a localização das queimadas detectadas no início da estação mais seca de 2019 estão mais ligados ao desmatamento do que à seca regional.


Diante dos fatos mencionados, medidas cabíveis devem ser tomadas. Posto isso, cabe ao Governo Federal, na figura do poder legislativo, criar e endurecer as leis já existentes em relação ao desmatamento por meio de uma emenda constitucional, uma vez que produtores rurais aliados ao governo, principalmente os que fazem parte da bancada ruralista, muitas vezes saem impunes dos desastres que causam ao meio ambiente. O objetivo dessa medida é fazer com que a lei funcione de maneira igual para todos e para que sirva de exemplo àquele que causar algum dano aos biomas brasileiros.

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