O CUPOM VOUPASSAR35 É VÁLIDO POR: dias horas minutos segundos

O agronegócio como ameaça ao meio ambiente

O agronegócio no Brasil é sustentado com base em um parâmetro essencialmente econômico, alheio às questões ambientais, cujo objetivo primordial é a elevação dos lucros. Em face deste ignóbil cenário, é pertinente lembrar a mensagem de Mahatma Gandhi, que dizia que a Terra é capaz de suprir a necessidade de todos, com exceção da ganância humana. A busca incessante do homem em saciar sua ganância, é responsável pelo perigoso desequilíbrio ambiental, que abrange desde a contaminação do solo, ar e água, até o aumento da temperatura global, e consequente perda da biodiversidade.


Em primeira análise, destaca-se o uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura convencional do país, essencialmente porque os grandes beneficiários do agronegócio contam com expressiva representatividade no Congresso, mas também pela fragilidade da legislação ambiental brasileira. Consequência disso é que os produtos químicos aplicados nas monoculturas infiltram-se no solo e atingem o lençol freático, ou ainda podem ser levados, por meio da chuva, às nascentes de rios e lagos, além de poderem espalhar-se pelo ar. Desta forma, biodiversidade é comprometida, haja vista que a sobrevivência e reprodução das espécies da fauna e flora dependem das condições favoráveis estáveis do meio ambiente.


É importante salientar que o desmatamento é responsável pela intensificação do aquecimento global, bem como alterações pluviométricas e térmicas, em diferentes intensidades, no globo terrestre. Vale recorrer ao Código Florestal de 2012, artigo primeiro, que estabelece os princípios do desenvolvimento sustentável no Brasil, os quais estão disparatadamente sendo desrespeitados em prol à exportação de commodities e manutenção da indústria. Um exemplo disso é o avanço do desmatamento no Cerrado, bioma que já perdeu cinquenta por cento de sua vegetação nativa por conta da expansão do agronegócio, comprometendo as três maiores bacias hidrográficas da América do Sul e a estabilidade do clima na região, além de acelerar o processo de desertificação e trazer riscos de extinção às espécies.


Destarte, é imprescindível que o Estado estabeleça as diretrizes para um desenvolvimento sustentável, que faça valer o Código Florestal de 2012 através de fiscalização idônea, bem como implementação de políticas públicas visando a redução do uso de agrotóxicos. Um meio de incentivar uma prática mais próxima da agroecologia, é conceder créditos e auxílios financeiros aos produtores que cumprirem sua parte na preservação da vegetação nativa e diminuírem, gradativamente, a utilização dos produtos químicos nas plantações. O caminho para um desenvolvimento que assegure a preservação ambiental, por conseguinte a das espécies, será possível quando o comprometimento social com o equilíbrio e bem-estar natural superarem a ganância inescrupulosa daqueles que detêm poder sobre agronegócio brasileiro.

Ver todas as redações Corrija suas redações com a nossa plataforma! Clique aqui!