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O agronegócio como ameaça ao meio ambiente

A Revolução Verde estendeu-se no Brasil no fim da década de 1960, durante o "Milagre Econômico", tornando o país um produtor de larga escala. Tal revolução baseava-se em elementos como modificações genéticas de sementes, mecanização da produção, introdução de novas tecnologias de plantio e uso intensivo de produtos químicos (fertilizantes e pesticidas). Nesse sentido, é possível notar forte impacto econômico e industrial sendo benéfico em muitos sentidos, todavia seus aspectos negativos são facilmente observáveis. É falto que esse acontecimento, entre outros, possibilitaram o atual agronegócio, corroborando para um complexo industrial com a função de otimizar a produção e obter mais lucros, sem questionar os impactos que acarretam como: o alto nível de utilização de água para sustentar seus métodos e também as inúmeras áreas desmatadas e degradadas para subsidiar uma superprodução, que, no entanto, geram lucro para poucos.


Primeiramente, é importante salientar que quase metade da água utilizada na agropecuária é desperdiçada, segundo dados fornecidos pela FAO (Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura), o setor agropecuário é responsável por cerca de 3 trilhões de litros de água desperdiçada anualmente no Brasil e é consumida pela agropecuária cerca de 70% do total consumido no Brasil. Ademais, dentro do setor da agricultura surgiram inúmeras inovações como agrotóxicos (produtos químicos que garantem a produtividade, evitando doenças e possíveis pragas) contaminando o solo e consequentemente atingindo o lençol freático, afetando a água que poderia ser consumida. Nesse contexto, é notável as contribuições do agronegócio na decadência do recurso mais importante a humanidade, a água.


Além disso a extensão do agronegócio contribui diretamente com o desmatamento e os diversos impactos ambientais. De acordo com a MMA (Ministério do Meio Ambiente) afirma-se que o principal vetor para o risco de extinção de Biomas Brasileiros é a intensificação da produção agropecuária. Segundo o cientista, Carl Sagan, essa geração deve ponderar sobre o que mais valorizará: lucros de curto prazo ou habitabilidade de longo prazo no nosso lar planetário. Nesse contexto, é visível que a busca pelo desenvolvimento e lucro imediato afeta o ambiente, logo afeta diversos seres vivos, através do aumento de gases estufas que o agronegócio proporciona e a redução de recursos naturais de extrema importância. O agronegócio corresponde cerca de 23% do PIB nacional, de acordo com a CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o que sobre uma perspectiva corresponde um número animador, no entanto, não é uma realidade positiva, tendo em vista que essa renda está superconcentrada em pequenos grupos de pessoas.


Portanto é necessário que o Estado restrinja o consumo de água e o espaço que é permitido praticar o agronegócio, por meio de legislações ambientais mais rigorosas e eficazes, multas e aumentando a fiscalização a fim de conservar mais áreas ambientais e reduzir o desperdício de água e assim haverá mais acesso à água (pensando nas futuras gerações) e minimizando o alastramento do desmatamento que possui sérias consequências. É imprescindível, ainda, que a mídia, por intermédio de propagandas, incentivem a sociedade a corroborarem com um Brasil mais sustentável, divulgando informações acerca das ações como do agronegócio, que tem efeitos contraditórios sobre à população, incentivando, também, a denúncia de possíveis casos de desmatamento e contaminação do solo, afim de promover conscientização social e minimizando consequências ambientais desastrosas. Somente assim será possível reduzir os riscos que afetariam todos os seres vivos em função da crescente do agronegócio.

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