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O abuso de poder e de autoridade no Brasil

          Durante o Período Ditatorial no Brasil, os policiais usufruíram da posição comunitária em que se encontravam para legitimar atos de repressão contra os manifestantes, ilustrando, muitas vezes, certo autoritarismo demasiado, a fim de manter a cidadania. Em contrapartida, nota-se que esses mecanismos eram errôneos e que, hodiernamente, se assemelham ao abuso de poder e de autoridade, uma vez que pessoas ainda assolam diante de tal realidade social. É mister analisar, portanto, não só a má capacitação profissional para exercer os cargos públicos, mas também as consequências relacionadas à ética geradas na coletividade.


          A princípio, faz-se imprescindível ponderar que a preparação profissional é negligenciada, o que compromete o desenvolvimento da pessoa no exercício do cargo público. Assim, embora a política freiriana afirme que as esferas tanto educacionais quanto sociais devem atuar juntas para combater as mazelas comunitárias, a carência de etapas nos processos seletivos que avaliem efetivamente o comportamento psicossocial dos candidatos vai de encontro com a premissa do pensador brasileiro, contribuindo para o cenário de abuso de autoridade. Nesse sentido, é imperioso que os agentes públicos sejam selecionados e capacitados de maneira eficaz, corroborando a estruturação de uma sociedade mais coesa.


          Por conseguinte, quando não há esse aprimoramento profissional, a ética de Rousseau é fragmentada, aumentando a recorrência dos casos de conflitos por abuso de poder. A partir disso, o bem-estar coletivo, defendido na teoria do contratualista, torna-se uma perspectiva, na maioria das vezes, utópica, haja vista que complicações morais e intersubjetivas violam o cotidiano de manutenção da cidadania. Dessa forma, agentes públicos aplicarão sua autoridade ora de forma excessiva, ora de maneira que viabilize seus interesses particulares, acarretando conjunturas interpessoais, como a violência. Enfim, é necessário haver uma ética profissional capaz de evitar conflitos e, ainda, disseminar a ideologia de bem-estar de Rousseau.


          Fica claro, em suma, que o impasse é causado por problemáticas intrínsecas à falta de capacitação da ética. Com o intuito de atenuar a ideologia do abuso de poder e de autoridade, urge que o Ministério da Cidadania, adjunto ao da Educação, implemente etapas eficazes nos processos seletivos que avaliem o comportamento psicossocial dos candidatos aos cargos públicos, reduzindo, assim, as incidências conflituosas diárias. Essa medida será realizada por meio da atuação de cidadãos formados na área de Psicologia, para que tanto a ética quanto o respeito sejam fomentados. Feito isso, a realidade dos policiais de 1964 a 1985 não se repetirá na sociedade brasileira.

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