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O abandono de idosos no Brasil

Conforme Hannah Arendt, a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto à questão do abandono de idosos. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema, que emerge devido à falta de políticas públicas e ao enfraquecimento dos laços familiares. 
Deve-se pontuar, de início, que a falta de políticas públicas que protejam os idosos configura-se como um empecilho no que diz respeito ao abandono desses indivíduos. Segundo o economista estadunidense Douglass North, a diferença do Brasil e dos países desenvolvidos é a falta de políticas públicas inclusivas, que garantem as oportunidades. Dessa forma, verifica-se que além do número de instituições de longa permanência ou asilos não serem suficientes para atender às necessidades dos idosos, o país também carece de um projeto para reforçar os cuidados prolongados e assistência a velhice. 
Em uma segunda análise, o enfraquecimento dos laços familiares impera. Na obra "Modernidade Líquida", Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Ou seja, a família não é mais aquela tradicional que sempre destacava alguém para cuidar dos mais velhos, agora os parentes encontram-se ocupados com suas próprias vidas e projetos. Sendo assim, o desamparo familiar cresce na mesma medida em que o número de idosos no Brasil aumenta. 
Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Assim, o Estado em parceria com o Estatuto do Idoso, devem elaborar um projeto de apoio integral e intensivo ao idoso, por meio de bolsas financeiras aliadas a dinâmicas sociais que integrem as famílias, com intuito de minimizar os casos de abandono por causas financeiras e afetivas. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora nas condições sociais dos idosos no Brasil. 
 

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