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O abandono de idosos no Brasil

                Para o filósofo grego, Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Conforme o filósofo, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a própria existência. Entretanto, quando se observa a problemática do abandono de idosos, na contemporaneidade, infere-se que tal ideal é constatado apenas na teoria. Isso se deve não somente pela insuficiência legislativa vigente no país, mas também pelo descaso dos familiares com essa parcela cada vez maior de cidadãos.


        Precipuamente, faz-se necessário ressaltar a negligência legal sofrida, pelos idosos, principalmente no que diz respeito a inefetividade de seus direitos. Nesse contexto, cabe pontuar que o Estatuto do Idoso assegura em seu artigo 3º a efetivação do direito à vida, saúde, alimentação, cidadania, dignidade humana entre outros. Embora, lamentavelmente, o que se verifica é um cenário antagônico, no qual esses indivíduos enfrentam diversos entraves no acesso á benefícios básicos, tais com aposentadoria, transporte e saúde pública de qualidade, além da precariedade das ruas e espaços, nas cidades brasileiras.


               Ademais, é indubitável que o núcleo familiar corrobora, em muitos casos, para a manutenção do problema. Isso porque, não raro, episódios de violências e maus tratos, por parte de familiares, são cometidos contra esses sujeitos. Nessa ótica, a escritora Simone Beauvoir, em sua obra “Velhice”, constata que a população idosa ao invés de ser entendida como uma parcela de indivíduos com experiência e maturidade, é vista como um peso. Assim, desconstruir preconceitos acerca da velhice é o primeiro passo para mitigar essa triste realidade.


                 Logo, medidas estratégicas são necessárias para solucionar esse impasse. Para tanto, é mister que o Governo Federal, por meio do poder legislativo, responsável pela elaboração do ordenamento jurídico, crie um plano nacional de proteção e valorização do idoso. Este, por sua vez poderá ser feito a partir da ampliação da saúde pública, com a contratação de mais profissionais geriatras e criação de hospitais especializados no atendimento desses cidadãos. Ademais, é indispensável a divulgação de novos canais de denúncias, com vistas a punição efetiva dos criminosos e com isso assegurar aos idosos o pleno exercício da cidadania.


 

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