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Mulher e sociedade contemporânea

Tema: A mulher na sociedade contemporânea


Maria Isabel Furtado de Assis


 


Considerando o artigo quinto da Constituição Federal de 1988 homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres presentes na carta magna. Entretanto, os direitos assegurados pela lei básica não são empregados de maneira efetiva, tendo em vista, que ainda ocorre uma naturalização da violência contra a mulher, como também a desvalorização salarial.


Atualmente, a violência contra a mulher é preconizada por um regime patriarcal, no qual a mulher deve submissão ao gênero masculino. Nessa perspectiva, a filósofa Hannah Arendt em sua teoria “banalidade do mal” defende que a frequência de atos violentos produz a normalização do mal. Desse modo, apesar de a lei Maria da Penha ser um grande advento, ela ainda possui lacunas que deixam as mulheres inseguras quanto a denúncia, pois, o sistema jurídico brasileiro ainda banaliza o agressor que mesmo após denúncias logo pode ser inserido novamente na sociedade, resultando em um ciclo violento que pode levar ao feminicídio.


Outrossim, a diferença salarial provoca um obstáculo na luta pela equidade de gênero. Nesse sentido, o dia 8 de março de 1857 é um marco à luta dos direitos femininos, quando 129 operárias morreram protestando pelo aumento salarial. Dessarte, no Brasil as mulheres que ocupam os mesmos cargos que os homens não recebem o mesmo salário, embora segundo o IBGE cerca de 23,5% das mulheres tenham cursado o ensino superior contra 20% dos homens. Logo, a desvalorização salarial refere-se a atitude machista de inferiorizar as mulheres, ampliando assim o preconceito entre os gêneros.


Em suma, medidas são necessárias à inserção feminina na contemporaneidade. Portanto, cabe ao Poder Judiciário, esfera responsável por aplicar as leis na nação, mediante parceria com a mídia desenvolver campanhas que estimulem maior rigorosidade penal e um aumento do número de denúncias a fim de que as mulheres sintam-se protegidas. Além disso, as escolas devem promover debates que encorajem a igualdade social. Consequentemente, os direitos garantidos na Constituição poderão ser efetivados.


 


 

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