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Mulher e sociedade contemporânea

        No filme Enola Homes há uma discussão sobre o lugar ocupado pelas mulheres na Era Vitoriana, principalmente pela cultura patriarcal que colocava a mulher como cuidadora do lar. Para além da ficção, apesar dos avanços no decorrer do tempo com os direitos do grupo feminino, a sociedade no cenário atual ainda lida com a desigualdade de gênero. Ora, isso ocorre devido, entre outros fatores, à cultura patriarcalista e à banalização da violência.
        Essa problemática se deve, a princípio, aos costumes patriarcais do corpo social, haja vista que, muitas vezes, esse hábito é extremamente opressor. Nesse viés, sob a perspectiva da filósofa Simone de Beauvoir, intitulada como "mãe" do feminismo contemporâneo, expressa a estereotipação da mulher realizada pelo homem que as padronizam como " bela, recatada e do lar ". Não obstante, as mulheres constrói-se como " ser " através do que é imposto como sua "obrigação", assim, a perpetuação dessa prática as tornam prisioneiras do lar. Nesse sentido, o desmazelo a comunidade feminina é deplorável e dá-se em razão do ideal segregacionista e discriminatório da sociedade, que corrobora, demasiadamente, em pleno século XXI, para contínua desigualdade de gêneros.
        Por conseguinte, é imperativo pontuar que a banalidade dos atos de violência contra o grupo feminino reflete a inércia governamental. Desse modo, conforme a obra " O leviatã ", de Thomas Hobbes, o Estado deve estabelecer um contrato social em que garanta a segurança do povo e iniba um convívio caótico. No entanto, é pertinente afirmar que a política das autoridades contrasta-se à ideia de leviatã, haja vista que o Governo deveria cuidar de "seus filhos", as mulheres, mas não é concretizado. Isso porque embora haja a Lei Maria da Penha, que coibi a violência doméstica e familiar contra a mulher, observa-se que a realidade é ao contrário do que a lei prega, já que, frequentemente, o agressor não é punido, logo, tal sistema opressivo as tornam reféns de uma situação abusiva. Como consequência disso, nota-se, lamentavelmente, que a punição para este tipo de agressão é dificultada pela banalização existente, assim, a liberdade para o ato é aumentada.
          Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para que a desarmonia na coletividade seja minimizada. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelo ensino no Brasil, por intermédio de rodas de discussões e com o auxílio de professores de história, debater assuntos referentes a momentos da humanidade em que as mulheres foram determinantes para promover mudanças socioculturais, com o objetivo de desconstruir estereótipos propagados ao longo da história. Além disso, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei que aumente a punição dos agressores, para que seja possível diminuir a reincidência desses atos. Diante disso, será tangível, pelo saber, dissipar os pressupostos arraigados que segregam e rotulam inúmeras "Enola" na atualidade.


 

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