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Mulher e sociedade contemporânea

    Sob a pespectiva filosófica de Simone de Beauvoir, entitulada "mãe" do feminismo contemporâneo, a estereotipação da mulher realizada pelo homem surge como justificativa para existência do patriarcado na sociedade. Sendo assim, a mulher constrói-se como "ser" através do imposto como sua "obrigação". De modo análogo, na sociedade contemporânea, apesar das inúmeras conquistas femininas, a mulher ainda encontra-se num patamar de inferioridade se comparada ao homem, fato que deixa nítida a necessidade de ainda se discutir o tema.


   Mormente, é de suma importância destacar o não reconhecimento social, quanto à capacidade feminina, como uma herança histórica e de significativa permanência. A exemplo, tem-se a ocupação de cargos de trabalho, majoritariamente industriais, pelas mulheres com o advento da Primeira Guerra Mundial, surgida num contexto de inúmeras perdas humanas nos campos de batalha. Ao fim da guerra, apesar de terem mostrado-se capazes, suplicou-se pelo abandono dos cargos, o que resultou em revoltas em torno da reinvidicação por direitos femininos. Num contexto de conquistas, as mesmas ainda vêem-se destituídas de igualdade, frente à ainda presente masculinização do trabalho braçal.


   Outrossim, vale ressaltar a privatização do direito ao voto como outra causa enfrentada pelas mulheres ao longo de séculos. Nesse âmbito, foi apenas em 1893 que o primeiro país concedeu a permissão ao voto feminino, a Nova Zelândia, depois de uma série de petições. Foi a partir de então que outras nações passaram a adotar essa política, mas ela só serve como um dos exemplos para ressalvo da disparidade condizente à participação política da figura feminina frente à infeliz supremacia masculina no campo político.


    Dessarte, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Assim, é dever do Estado realizar a garantia do ideal de igualdade de gêneros, pregada pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º, para que homens e mulheres possam desfrutar das mesmas oportunidades de ocupação de postos de trabalho e então, desconsruir a disparidade ainda existente nesse âmbito. Ainda, urge a necessidade de os orgãos estatais desenvolverem políticas reestruturadoras da aparente hegemonia política masculina nas câmaras de discussão, tornando a atuação feminina mais aparente. Dessa forma, será possível encaminhar a socidade para extinção do patriarcado, refutado por Simone de Beauvoir há mais de meio século.

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