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Mulher e sociedade contemporânea

A série norte americana ''The Handmaid's Tale’’ é caracterizada por satirizar uma distopia em que mulheres são silenciadas e controladas através do poder do Estado. Dentre outros temas, o seriado aborda a constante supressão de direitos femininos e a objetificação dessas. Fora da ficção, a naturalização da violência contra a mulher e o avanço vagaroso de políticas públicas específicas, persistem no hodierno cenário global. Assim, faz-se pertinente debater acerca do limiar histórico que estrutura a condição atual das mulheres na sociedade contemporânea e dos soerguimentos à serem conquistados.   



A priori, é imperioso destacar a presença da herança patriarcal no contexto atual. Análogo ao limiar histórico e cultural, observa-se a normatização do corpo feminino e a posterior punição daquela que destoasse dos padrões impostos. Dessa maneira, o princípio de docilização dos corpos, do filósofo Michel Foucault, é preconizado desde o mundo antigo, através da estruturação psicológica e comportamental do indivíduo e severamente à mulher. Alegoricamente, ao retratado por Margaret Atwood em sua obra, evidencia-se a supressão de direitos e a naturalização da violência, expostas com axioma no mundo atual. 



Outrossim, os avanços legais são positivos, muito embora, encontrem resistência por parte conservadora do corpo social. Assim, mesmo com a carta das Nações Unidas, elaborada em 1945, responsável por apregoar a igualdade entre gêneros, constata-se um paradoxo entre as diversas sociedades mundiais. Uma vez que, em alguns países, é comum a mutilação genital e em outros a luta feminina é por equidade entre salários. Por conseguinte, é necessário praticar o princípio de isonomia de John Raws, mundialmente, fortalecendo a luta por igualdade e o equilíbrio jurídico entre os indivíduos.



É mister, portanto, que as nações Estado em escala global elaborem medidas para transformar o cenário vivenciado por mulheres na contemporaneidade. A priori, urge que crimes sexuais e de importunação, sejam julgados com urgência, através de tribunais legislativos, para que a impunidade seja erradicada. As mídias, devem promover campanhas inclusivas, capazes de transmitir às massas a pluralidade dos corpos femininos, por meio de propagandas, seriados e até mesmo novelas. A sociedade, membro do terceiro setor, deve organizar-se, a fim de  promover protestos, que exijam equidade e transmutação de práticas arcaicas sustentadoras da condição opressiva vivenciada por essas no mundo atual. Quiçá assim, a ficção se distanciará da realidade.

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